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Flashcard FC284729

Por que detectores com alto Z efetivo tendem a superestimar o kerma em baixas energias quando calibrados em Co‑60?

Questões sem classificação de assunto (Física)

IDECAN · 2014

De acordo com o assunto Física: Questões sem classificação de assunto (Física), responda:

Por que detectores com alto Z efetivo tendem a superestimar o kerma em baixas energias quando calibrados em Co‑60?
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Resposta

Porque o efeito fotoelétrico aumenta a sensibilidade desses detectores em baixas energias, fazendo α(baixa energia) > α(Co‑60), logo a calibração em Co‑60 produz K_est > K_verd.

Explicação:
Detectores com alto Z efetivo têm seção de interação fotoelétrica fortemente dependente de Z e da energia (σ_photo ~ Z^n / E^3), portanto sua resposta por unidade de kerma (α) é maior em baixas energias do que em Co‑60.
Se a calibração usa α(Co‑60) menor, a conversão do sinal medido para kerma pelo fator \(K_{est}=S/\alpha(Co\!-\!60)\) resulta em valor maior que o verdadeiro \(K_{verd}=S/\alpha(E_{baixa})\), configurando superestimação.

Exemplo:
Considere um detector alto‑Z com sensibilidade \( \alpha_{Co}=0{,}5\ \text{unidade/mGy} \) e \( \alpha_{60}=1{,}0\ \text{unidade/mGy} \). Sinal medido \(S=0{,}8\ \text{unidade}\).
Calibração Co‑60: \( K_{est}=\dfrac{S}{\alpha_{Co}}=\dfrac{0{,}8}{0{,}5}=1{,}6\ \text{mGy} \).
Valor real (60 keV): \( K_{verd}=\dfrac{S}{\alpha_{60}}=\dfrac{0{,}8}{1{,}0}=0{,}8\ \text{mGy} \).
Resultado: há superestimação por fator 2 ao usar calibração em Co‑60.




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