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Questão FC132066

O Prefeito do Município Alfa, ao ler reportagem de um jornal de grande circulação, verificou que diversos cidadãos estariam reclamando da qualidade dos produtos comercializados por

Poderes e Deveres da Administração

FGV · 2024

O Prefeito do Município Alfa, ao ler reportagem de um jornal de grande circulação, verificou que diversos cidadãos estariam reclamando da qualidade dos produtos comercializados por um supermercado da localidade, ao argumento de que haveria a venda de produtos com prazo de validade expirado.
Em assim sendo, o agente político determinou que a Procuradoria Municipal apresentasse um parecer versando sobre a viabilidade jurídica de que, em eventual fiscalização no estabelecimento comercial, houvesse a apreensão de mercadorias cujo prazo de validade já tivesse transcorrido integralmente.
Nesse cenário, considerando o entendimento doutrinário e jurisprudencial dominante, está correto afirmar que a eventual fiscalização do Poder Público no supermercado poderá ensejar a apreensão de mercadorias fora do prazo de validade,
  1. independentemente de manifestação do Poder Judiciário, em razão do atributo da autoexecutoriedade do ato administrativo.
  2. desde que haja autorização prévia do Poder Judiciário, pela ausência do atributo da autoexecutoriedade do ato administrativo.
  3. independentemente de manifestação do Poder Judiciário, em razão do atributo da coercibilidade do ato administrativo.
  4. desde que haja autorização prévia do Poder Judiciário, pela ausência do atributo da coercibilidade do ato administrativo.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Gabarito: LETRA A.
A questão analisa os Poderes da Administração Pública, focando no Poder de Polícia.
A apreensão de mercadorias fora da validade exemplifica esse poder, que limita direitos individuais em prol do interesse público.
Conforme Alexandre Mazza, o poder de polícia resguarda a coletividade ao impor restrições à liberdade e à propriedade privada.
Na alternativa B, a ideia de que a ação do Poder Público necessite de autorização judicial está incorreta.
A autoexecutoriedade dos atos administrativos permite que a Administração atue diretamente, sem intervenção do Judiciário, como ensinam Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino.
A administração pode agir para proteger a coletividade sem esperar por autorização judicial, exceto em situações onde a resistência é previsível, que seria uma opção, não uma obrigação.
Importante notar que a autoexecutoriedade dispensa o contraditório prévio em casos de urgência, conforme Matheus Carvalho.
Em situações emergenciais, a Administração pode agir rapidamente, garantindo o direito de defesa após a ação, como em demolições necessárias para evitar riscos à população.
Por fim, as alternativas C e D estão erradas ao sugerirem coercibilidade, pois a apreensão não implica necessariamente em uso da força.
Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino ressaltam que coercibilidade refere-se à imposição de medidas coativas, que não se aplica no caso da apreensão de mercadorias.
Portanto, a resposta correta é a LETRA A.

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