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Questão FC132708

Diante das orientações consolidadas pelo Supremo Tribunal Federal acerca da temática da improbidade administrativa, notadamente após as alterações promovidas 14.230/2021 na Lei nº

Improbidade Administrativa

FGV · 2024

Diante das orientações consolidadas pelo Supremo Tribunal Federal acerca da temática da improbidade administrativa, notadamente após as alterações promovidas 14.230/2021 na Lei nº 8.429/92, é correto afirmar que
  1. o novo regime prevê a responsabilização objetiva pela prática de atos de improbidade administrativa.
  2. são prescritíveis as ações de ressarcimento ao erário decorrentes de atos de improbidade dolosos que ocasionam lesão aos cofres públicos.
  3. a revogação da modalidade culposa deve retroagir para beneficiar os agentes públicos condenados pela prática do ato de improbidade.
  4. o regime prescricional previsto no novel diploma é irretroativo, aplicando-se os novos marcos temporais a partir da publicação da lei.
  5. os entes federativos não têm legitimidade para ajuizar ação de improbidade administrativa nas situações em que sejam lesados, diante da exclusividade conferida ao Ministério Público para tanto.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Alternativa correta: O regime prescricional previsto na Lei nº 14.230/2021 é irretroativo, ou seja, suas novas regras de prescrição aplicam-se apenas aos casos que ocorrerem após a vigência da nova lei, respeitando, assim, o princípio da irretroatividade das leis. A nova legislação estabeleceu marcos temporais distintos para a prescrição das ações de improbidade administrativa, o que significa que ações ajuizadas antes da nova lei continuam a seguir as regras anteriores, enquanto as que surgirem após a sua publicação são regidas pelas novas disposições.


Alternativas incorretas:

A: A afirmativa é incorreta, pois a nova lei não estabelece a responsabilização objetiva para atos de improbidade administrativa. O regime continua sendo o da responsabilidade subjetiva, exigindo a prova de dolo ou culpa do agente.


B: A opção é errada porque as ações de ressarcimento ao erário decorrentes de atos de improbidade dolosos não são prescritíveis; a nova lei, na verdade, estabelece prazos prescricionais que precisam ser observados, mas a prescrição se aplica apenas a ações que não envolvem o ressarcimento direto.


C: Esta alternativa é falsa, pois a revogação da modalidade culposa na Lei nº 14.230/2021 não retroage para beneficiar agentes públicos já condenados. A regra da irretroatividade impede que atos já julgados sejam afetados pela nova legislação.


E: A afirmativa é incorreta, pois os entes federativos têm legitimidade para ajuizar ações de improbidade administrativa em casos em que sejam lesados, mesmo que o Ministério Público tenha um papel importante na fiscalização e no ajuizamento dessas ações.

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