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Questão FC132712

Em dezembro de 2024, João, estagiário voluntário da 1ª Vara da Comarca Alfa, revelou, a terceira pessoa, circunstância de que tinha ciência em razão das atribuições da função exerc

Improbidade Administrativa

FGV · 2024

Em dezembro de 2024, João, estagiário voluntário da 1ª Vara da Comarca Alfa, revelou, a terceira pessoa, circunstância de que tinha ciência em razão das atribuições da função exercida junto ao Poder Judiciário e que deveria permanecer em segredo, propiciando beneficiamento por informação privilegiada. Após um breve período de investigação, apurou-se que João não agiu com dolo. Na verdade, o estagiário, atuando de maneira imprudente, acabou por revelar os fatos sigilosos. Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 8.429/1992, é correto afirmar que João
  1. não praticou ato de improbidade administrativa, já que exerce a função pública na qualidade de estagiário voluntário.
  2. praticou ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública.
  3. praticou ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito.
  4. praticou ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário.
  5. não praticou ato de improbidade administrativa, por não ter agido com dolo.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Alternativa correta: João não praticou ato de improbidade administrativa, pois, segundo a Lei nº 8.429/1992, em seu artigo 2º, para que haja a configuração de improbidade administrativa, é necessário que o agente público atue com dolo, ou seja, com intenção de causar dano ou benefício a terceiros. Como João agiu de maneira imprudente e não intencional, não se pode considerar que ele tenha praticado ato de improbidade, uma vez que a falta de dolo afasta a tipificação do ato como ímprobo.


Alternativas incorretas:

A: Afirma que João não praticou ato de improbidade administrativa por ser estagiário voluntário. No entanto, a qualidade do agente não isenta a prática de improbidade, a questão central é a presença do dolo, que não foi verificado.


B: Indica que João praticou ato de improbidade que atenta contra os princípios da Administração Pública. Contudo, sem a presença de dolo, não se configura a improbidade, independentemente da função exercida.


C: Sugere que a ação de João resultou em enriquecimento ilícito. Contudo, para que haja enriquecimento ilícito, é imprescindível a intenção de obter vantagem patrimonial, o que não se verifica no caso em questão.


D: Aponta que João causou prejuízo ao erário. Entretanto, o prejuízo também requer a demonstração de dolo, e, neste caso, a imprudência não é suficiente para caracterizar improbidade administrativa.

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