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Questão FC132723

Luiz, ocupante de um cargo em comissão no âmbito do Ministério da Cultura, revelou, dolosamente e com o objetivo de obter proveito indevido para si, fato de que tinha ciência em ra

Improbidade Administrativa

FGV · 2024

Luiz, ocupante de um cargo em comissão no âmbito do Ministério da Cultura, revelou, dolosamente e com o objetivo de obter proveito indevido para si, fato de que tinha ciência em razão das suas atribuições e que deveria permanecer em segredo, propiciando beneficiamento por informação privilegiada, violando os seus deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade. Registe-se que, em razão da conduta perpetrada, houve lesividade relevante ao bem jurídico tutelado. Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 8.429/1992, é correto afirmar que Luiz
  1. praticou ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública.
  2. não praticou ato de improbidade administrativa, por não se enguadrar como servidor público estatutário.
  3. praticou ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito.
  4. praticou ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário.
  5. não praticou ato de improbidade administrativa, por ausência de previsão legal.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Alternativa correta: Luiz praticou ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública, conforme prevê o artigo 11 da Lei nº 8.429/1992. Este dispositivo tipifica a conduta de violação dos deveres de honestidade, imparcialidade e legalidade como uma forma de improbidade administrativa. A revelação dolosa de informações sigilosas, visando obter proveito indevido, é uma conduta que compromete a integridade e a confiança nas instituições públicas, configurando a infração aos princípios da Administração Pública.


Alternativas incorretas:

B: Esta alternativa está incorreta porque a Lei nº 8.429/1992 abrange não apenas servidores públicos estatutários, mas também ocupantes de cargos em comissão, como é o caso de Luiz, que deve ser considerado servidor público para fins da legislação de improbidade.


C: A alternativa está incorreta, pois a conduta de Luiz não implica em enriquecimento ilícito, mas sim em violação de deveres funcionais. O enriquecimento ilícito ocorre quando há ganho econômico direto, o que não é o caso aqui.


D: Esta alternativa é incorreta, pois não há evidência de que a conduta de Luiz tenha causado um prejuízo direto ao erário. A infração se refere à violação de princípios administrativos e não necessariamente à ocorrência de dano financeiro aos cofres públicos.


E: A alternativa está errada, uma vez que a conduta de Luiz é claramente prevista na Lei nº 8.429/1992, especificamente no artigo 11, que tipifica as ações que atentam contra os princípios da Administração Pública, como a que foi praticada por ele.

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