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Questão FC178254

Os poderes administrativos são prerrogativas conferidas a determinados agentes públicos apenas na estrita medida em que essas prerrogativas são necessárias para o atingimento dos f

Poderes e Deveres da Administração

Instituto AOCP · 2024

Os poderes administrativos são prerrogativas conferidas a determinados agentes públicos apenas na estrita medida em que essas prerrogativas são necessárias para o atingimento dos fins públicos cuja persecução o próprio ordenamento jurídico lhes impõe. O exercício ilegítimo dos poderes administrativos caracteriza, genericamente, o denominado abuso de poder. A respeito do abuso de poder, assinale a alternativa correta.
  1. A inércia da autoridade administrativa, deixando de executar determinada prestação de serviço a que por lei está obrigada, não caracteriza abuso de poder, já que se trata de crime de prevaricação.
  2. O excesso de poder é vício relacionado ao elemento “finalidade” dos atos administrativos, ao passo que o desvio de poder concerne ao elemento “competência”.
  3. Os atos praticados com excesso de poder são nulos quando o vício é de competência quanto à matéria, ou quando se trata de competência relativa.
  4. Os atos praticados com excesso de poder são nulos quando o vício é de competência quanto à pessoa, não podendo ser convalidados, ainda que se trate de competência relativa.
  5. Os atos praticados com desvio de poder são sempre nulos, uma vez que a atuação do agente contraria a finalidade explícita ou implícita na lei que determinouou autorizou a sua atuação.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Comentário: A alternativa correta destaca que atos praticados com desvio de poder são sempre nulos, o que reflete uma compreensão fundamental do abuso de poder no Direito Administrativo. O desvio de poder ocorre quando o agente público age em desacordo com a finalidade para a qual sua autoridade foi otorgada, ou seja, age com uma intenção diversa daquela que a norma designou.

Isso significa que, independentemente das circunstâncias, uma atuação que não respeite a finalidade pública caracterizada na lei não pode ser convalidada, pois fere princípios basilares da administração pública, como a legalidade e a moralidade. O caráter essencial desse desvio é que ele atenta contra o interesse público e, por isso, é considerado nulo.

Conforme a doutrina, qualquer ato que desvio o propósito legal que o fundamenta não apenas falha em alcançar seus objetivos esperados, mas também desestabiliza a confiança dos administrados na ação da administração pública. Portanto, a nulidade de tais atos assegura a proteção dos direitos e interesses da sociedade frente a abusos administrativos.

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