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Questão FC184297

Texto I “MÚSICA E(M) SOCIEDADE”, UMA RICA REFLEXÃO SOBRE O PAPEL DA MÚSICA EM NOSSAS VIDAS Julinho Bittencourt O livro de Paulo Roxo Barja, traduz em linguagem simples e rica, rela

Ortografia

AOCP · 2018

Texto I

“MÚSICA E(M) SOCIEDADE”, UMA RICA 
REFLEXÃO SOBRE O PAPEL DA MÚSICA EM 
NOSSAS VIDAS

Julinho Bittencourt

O livro de Paulo Roxo Barja, traduz em linguagem simples e rica, relações que você sempre teve com a música e que, feito num sonho, seu texto faz despertar Paulo Roxo Barja é uma pessoa plugada em dois mundos. Por um lado, é pós-doutorado pela USP, doutor em ciências e mestre em física. Por outro, é cordelista e músico, formado em piano e interessado por música, seja ela qual for. Filho de pai maestro com mãe apaixonada por literatura, a despeito da sua atuação como cientista e acadêmico, nunca deixou a sua produção artística de lado.

Na mesma medida em que se aprofunda nos estudos, a sua intenção musical se volta, ironicamente, mais e mais às coisas forjadas pelo povo e para o povo. Autor de extensa obra (só de cordéis, já publicou mais de 70), acaba de lançar “Música e(m) Sociedade – Artigos, Crônicas e Reflexões”, um pequeno e lindo livro onde consegue, ao mesmo tempo, o rigor científico em sua estrutura e uma linguagem surpreendentemente clara no seu conteúdo.

Tudo o que compartilha ao longo de suas pouco mais de 140 páginas são experiências que vivenciou, ouviu e comprovou em vários momentos de sua vida. Parte de coisas prosaicas e cotidianas que qualquer ouvinte de música um pouco mais atento experimenta, mas que o autor traduz com maestria, encaixando peças até então soltas e aleatórias.

Logo de saída, desmistifica o ambiente sagrado da música erudita, mais exatamente o período da renascença. Num capítulo hilário, redime a nossa contemporaneidade desbocada e desbanca falsos moralistas das salas de concerto ao nos mostrar, traduzir e comentar canções do século XVI tão malcriadas que fariam qualquer MC do funk proibidão parecer um ingênuo iniciante.

Dos renascentistas profanos, pula para o urgente e emergente mundo sagrado dos pretos velhos da umbanda, segundo ele, a religião mais genuinamente brasileira de todas. Mais uma vez, corre a buscar exemplos que entrelaçam a trajetória dos negros escravos aos seus cantos, ritmos e origens de suas danças.

Seguir viagem adentro neste “Música e(m) Sociedade” é mergulhar em experiências musicais díspares, algumas delas em artigos divididos com outros autores. Paulo Roxo Barja transita por várias manifestações e se debruça, sobretudo, nas reações humanas que elas desencadeiam, no todo compartilhado. Nos sons forjados por nós e que, consequentemente, nos forjam e assim por diante.

Vai da canção pop brasileira dos anos 50 até 2000 à trilha do filme “O Som do Coração”, imprescindível na construção da narrativa. Relata vivências em comunidades, poesia e canção popular, a paixão por Nara Leão, o papel da música na área da saúde.

Guarda para o final, feito sobremesa, uma deliciosa série de reflexões extremamente pessoais que, talvez por isso mesmo, se revelem estranhamente próximas, irrecusavelmente comuns a muitos de nós. Uma das mais divertidas é quando conta ter colocado a interpretação de Cristiane Jaccottet para o Prelúdio Nº 1, do Cravo Bem Temperado, de Bach, no toque do seu celular. Por conta disto, por diversas vezes, se pegou não atendendo a ligação enlevado com a música.

No final das contas, “Música e(m) Sociedade – Artigos, Crônicas e Reflexões”, de Paulo Roxo Barja, vai te pegar de surpresa, ao traduzir, na sua linguagem simples e rica de professor, relações que você sempre teve com a música e que, feito num sonho, seu texto faz despertar.

Publicado em: 31/01/2018 Texto adaptado. Disponível em:
https://www.revistaforum.com. br/2018/01/31/musica-em-sociedade-uma-rica-reflexao-sobre-o-papel- da-musica-em-nossas-vidas/ Acesso em: 01/02/2018.

Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas por razões diferentes.
  1. Cópias, monetários, inatingíveis.
  2. É, há, pá.
  3. Sinônimo, antropólogo, acadêmico.
  4. Lábia, nômade, ninguém.
  5. Gênero, antipático, pássaros.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Comentário: A alternativa D, que apresenta as palavras Lábia, nômade e ninguém, é a correta pois cada uma delas é acentuada por razões distintas.
A palavra Lábia é uma paroxítona terminada em ditongo, que exige a acentuação gráfica para marcar a tonicidade da vogal interna.
Por sua vez, nômade é classificada como uma proparoxítona, sendo que toda proparoxítona é obrigatoriamente acentuada.
Por fim, ninguém é uma oxítona terminada em em, o que também requer a acentuação.
Dessa forma, a alternativa D se destaca por englobar palavras que possuem diferentes classificações e regras de acentuação, tornando-a a única correta na questão proposta.

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