Questão FC184512
Leia o texto para responder a questão. Instituto-Geral de Perícias usa protocolo internacional para identificação de vítimas das enchentes no RS e para apoio a familiares De 22 cor
Morfologia
Instituto AOCP · 2024
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) está atuando com uma força-tarefa para a identificação de vítimas da chuva e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
O trabalho faz parte de um protocolo internacional que orienta as ações para casos de acidentes ou eventos climáticos com grande número de vítimas. Dos 22 corpos que chegaram ao Departamento Médico Legal (DML) de Porto Alegre na tarde de quarta-feira (6), 18 já foram identificados pelas impressões digitais. [...]
A decisão de centralizar o trabalho no DML da Capital foi justamente para uso da estrutura e da equipe multidisciplinar especializada em ações desse tipo, o que permite maior rapidez nas identificações. O grupo é composto por papiloscopistas, médicos legistas, peritos criminais, psiquiatras, técnicos em perícias, fotógrafos criminalísticos e assistentes sociais, entre outros profissionais. No prédio em que fica o DML, na Avenida Ipiranga, bairro Azenha, há salas destinadas ao atendimento psicossocial dos familiares.
Como muitas famílias perderam as casas ou todos os documentos, um sistema de identificação para estas pessoas também está em funcionamento. Para liberar um corpo de uma vítima, um familiar precisa se apresentar com identificação obrigatória. Se a pessoa está sem documentos, o IGP faz biometria na hora e já emite nova carteira de identidade. Também há trabalho integrado com cartórios para o registro do óbito.
— Temos todo suporte às famílias. Quem chega aqui recebe todas as orientações, inclusive, sobre o cartório em que deve ir, onde haverá atendimento em guichê específico. Também estamos em contato com a Defesa Civil em função das dificuldades das pessoas em virem até aqui. Elas poderão ser trazidas ou vamos organizar para fazer a liberação dos corpos em cidades mais próximas — explica a diretora-geral do IGP, a perita criminal Marguet Mittmann. [...]
Sobre a identificação das vítimas, Marguet destaca que é feita a partir de três etapas. A mais rápida é pelas impressões digitais. Se a pessoa tem carteira de identidade feita no Estado, a impressão consta no banco de dados. O sistema faz uma comparação inicial, e a identificação é finalizada a partir de análise técnica de um papiloscopista.
Das 22 vítimas, 18 tiveram impressões digitais localizadas no banco de dados. Para quem não tem, a etapa seguinte é o processo de odontologia forense. Nesse caso, familiares teriam de apresentar documentos de atendimentos odontológicos do falecido, o que também não é simples diante da tragédia que destruiu e arrastou casas, deixando famílias sem pertences. Então, por último, é o processo de DNA, em que o familiar precisa ceder uma amostra de saliva para que o exame comparativo seja feito.
De qualquer forma, explica Marguet, para uma margem de segurança do processo de identificação e até para garantir material genético para eventuais exames que sejam necessários no futuro, todos os familiares, mesmo os das vítimas identificadas por impressões digitais, têm material coletado para lançamento no banco de dados genéticos do IGP.
— Estamos trabalhando com todos os esforços e essas famílias não vão ficar desassistidas. Não haverá revitimização — garantiu a diretora-geral do IGP.
Em relação aos processos de formação de palavras, assinale a alternativa INCORRETA.
- No trecho “O Instituto-Geral de Perícias (IGP) está atuando com uma força-tarefa para a identificação de vítimas [...]”, os termos destacados formaram-se por composição por aglutinação.
- No trecho “[...] um protocolo internacional que orienta as ações para casos de acidentes ou eventos climáticos com grande número de vítimas.”, o termo em destaque apresenta um prefixo cujo significado é “entre”, no caso, “entre nações”.
- No trecho “A decisão de centralizar o trabalho no DML da Capital foi justamente para uso da estrutura e da equipe multidisciplinar [...]”, o primeiro termo em destaque apresenta, em sua formação, derivação sufixal, e o segundo derivação prefixal.
- Em “No prédio em que fica o DML, na Avenida Ipiranga, bairro Azenha, há salas destinadas ao atendimento psicossocial dos familiares.”, o termo destacado formou-se por composição por justaposição.
- Em “Estamos trabalhando com todos os esforços e essas famílias não vão ficar desassistidas. Não haverá revitimização — garantiu a diretora-geral do IGP.”, ostermos destacados passaram por derivação prefixal.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Comentário: A alternativa A está correta ao afirmar que no trecho “O Instituto-Geral de Perícias (IGP) está atuando com uma força-tarefa para a identificação de vítimas [...]” os termos destacados formaram-se por composição por aglutinação. Na verdade, essa assertiva é incorreta porque tanto "Instituto-Geral" quanto "força-tarefa" são exemplos de composição por justaposição.
A composição por justaposição ocorre quando dois ou mais elementos se unem para formar uma nova palavra, sem que haja alteração nas suas estruturas fonéticas, como acontece com "Instituto-Geral" (instituto + geral) e "força-tarefa" (força + tarefa).
Em contrapartida, a composição por aglutinação envolve a fusão de palavras com alterações ou a supressão de elementos fonéticos, o que não se aplica aos termos em questão. Portanto, reconhecer a diferença entre esses tipos de composição é fundamental para o entendimento da morfologia da língua portuguesa.
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