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Questão FC184571

O objetivo dos cientistas é que a substância funcione como um super-capacitor, armazenando e liberando energia conforme a necessidade. Mas, afinal: de onde viria essa energia?

Morfologia

Instituto AOCP · 2023

Pesquisadores desenvolvem cimento que pode armazenar energia elétrica

O material, feito por cientistas do MIT, poderia ajudar a armazenar energia produzida por fontes renováveis.
Entenda como ele funciona.

Por Caio César Pereira

Imagine poder carregar o seu celular apenas o apoiando no chão. Parece ficção científica demais para você? Recentemente, cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e da Universidade do Texas, nos EUA, criaram um cimento que pode armazenar e conduzir energia – e funcionar como uma espécie de grande bateria.

Um “cimento elétrico” parece a receita perfeita para a história de origem de algum vilão do Homem-Aranha – mas a verdade é que os pesquisadores chegaram nesse resultado combinando coisas bem comuns do nosso cotidiano: cimento (dã), água, cloreto de potássio e uma substância chamada de carbono negro.

Carbono negro é um nome genérico dado aos vários tipos impuros do carbono. Eles são o resultado da combustão incompleta de combustíveis fósseis (como o petróleo) ou biomassa (como os incêndios florestais), que geram um material parecido com um carvão bem fino. Pode ser novidade para você, mas essa substância já vem sendo usada pela humanidade há bastante tempo (os Manuscritos do Mar Morto, por exemplo, foram feitos com carbono negro há dois mil anos).

E como a substância funciona?

O cimento absorve a água – e o carbono negro, excelente condutor de eletricidade, preenche as lacunas deixadas pelo líquido. O carbono, então, se ramifica em pequenos “fios”. Já o cloreto de potássio atua como um eletrólito: dissolvido na água, permite a circulação dos íons (átomos carregados eletricamente) entre as duas camadas de eletrodos que formam o material recém-criado.

O objetivo dos cientistas é que a substância funcione como um super-capacitor, armazenando e liberando energia conforme a necessidade. Mas, afinal: de onde viria essa energia?

Alternativa sustentável

Um dos desafios para um futuro mais sustentável é criar formas eficientes de armazenar energia. Vamos explicar.

Fontes de energia renováveis, como a solar e a eólica, possuem algumas limitações. De noite, os painéis solares são inúteis. Quando o vento cessa, as pás também. Em uma eventual escassez de energia, ou quando a demanda por eletricidade aumenta muito, outros setores (como as termelétricas) precisariam ser acionados para solucionar o problema.

É aí que entram as grandes baterias, capazes de estocar energia – e evitar situações como essa. O problema: os modelos atuais, que armazenam volumes cavalares de eletricidade, são caros.

É aí que o cimento entra. Os pesquisadores acreditam que o material pode ser, no futuro, uma solução mais barata para esse problema. Uma casa construída em cima do cimento elétrico poderia passar o dia inteiro armazenando energia de painéis solares e pás eólicas – e guardar o excedente dessa produção “no porão”. Em estradas, carros elétricos poderiam ser recarregados sem nem precisar interromper a viagem.

Ainda é muito cedo para cravar se a tecnologia vai vingar. Mas, convenhamos: iniciativas como essa, que apontam para um futuro mais sustentável, são sempre bem-vindas.

Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/pesquisadores- desenvolvem-cimento-que-pode-armazenar-energia-eletrica/.
Acesso em: 10 ago. 2023.

Assinale a alternativa correta sobre os termos destacados no seguinte trecho: “Pode ser novidade para você, mas essa substância já vem sendo usada pela humanidade há bastante tempo (os Manuscritos do Mar Morto, por exemplo, foram feitos com carbono negro há dois mil anos).”.
  1. Os sujeitos gramaticais dos verbos destacados são, respectivamente, “humanidade” e “carbono negro”, pois são imediatamente antecedentes e funcionam como agentes dos eventos indicados pelo verbo haver.
  2. Os destaques podem ser substituídos pelo verbo “fazer”, com o sentido de tempo percorrido. Desse modo, o trecho poderia ser reescrito assim: vem sendo usada pela humanidade faz bastante tempo (os Manuscritos do Mar Morto, por exemplo, foram feitos com carbono negro fazem dois mil anos).
  3. Assim como os verbos destacados, o “fazer”, indicando tempo percorrido, é impessoal. Então, ao fazer a substituição, reescrevem-se as orações assim: faz bastante tempo e faz dois mil anos.
  4. Os verbos em destaque apresentam sujeito posposto. Tais sujeitos são, respectivamente, “bastante tempo” e “dois mil anos”.
  5. Os dois verbos destacados estão na primeira pessoa do singular para concordar com seus sujeitos.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Comentário: A alternativa correta é a letra C, que afirma que os verbos destacados, “há”, indicando um tempo decorrido, podem ser substituídos pelo verbo “fazer”, que também mantém essa mesma função impessoal.
O verbo “fazer”, no contexto de indicar tempo passado, não se flexiona no plural, ou seja, devemos dizer “faz bastante tempo” e “faz dois mil anos”, assegurando a correta construção da frase.
Assim como o verbo “haver”, que é impessoal, o uso do verbo “fazer” nesta construção também se caracteriza por não apresentar sujeito, reforçando essa natureza impessoal. Dessa forma, a explicação se alinha perfeitamente ao que a questão propõe, destacando a forma adequada de substituição desses verbos no contexto apresentado.

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