Questão FC184578
FRUTOS NEM TÃO PROIBIDOS Livro recém-lançado explica por que nossa dieta inclui apenas uma fração das plantas comestíveis disponíveis na natureza Será que todos os vegetais que não
Morfologia
Instituto AOCP · 2022
Será que todos os vegetais que não comemos são menos gostosos que broto de feijão? A pergunta é feita pelo professor de botânica John Warren, da Universidade Aberystwyth, no País de Gales, logo no início do livro The Nature of Crops: How We Came to Eat the Plants We Do (“A natureza da colheita: por que comemos as plantas que comemos”, em tradução livre), ainda sem edição no Brasil. Warren sempre ficou intrigado com a pouca variedade de vegetais que encontrava nas prateleiras do supermercado – das 300 mil espécies comestíveis de que se tem notícia, comemos apenas 200 (200 mesmo, não 200 mil) – e resolveu investigar por que foi que decidimos que salada boa é feita com alface e tomate, e não com dente-de-leão ou beldroega.
Não existe uma única resposta certa. Para se tornarem cultiváveis a fim de fazer parte da dieta dos homens, as plantas devem ter uma série de qualificações no currículo. Primeiro, precisam ser nutritivas. Depois, devem ser fáceis de armazenar. Ter grãos, sementes ou frutas que sobrevivem muito tempo longe do pé sempre ajuda. Um último diferencial é a personalidade (e o cheiro) forte: plantas perfumadas, que combatem bactérias ou até as que são psicotrópicas sempre chamam a atenção. E, por incrível que pareça, as plantas tóxicas não estão excluídas automaticamente: muitos vegetais que consumimos hoje são descendentes de plantas potencialmente letais.
Por tudo isso, argumenta Warren, hoje o que realmente nos separa de uma dieta mais diversificada é a nossa própria imaginação: “No futuro, iremos apreciar toda uma miríade de novas frutas e vegetais que são melhores para a saúde e menos prejudiciais para a natureza”.
Em “[...] das 300 mil espécies comestíveis de que se tem notícia [...]”, os itens destacados são classificados, respectivamente, como
- conjunção integrante e partícula apassivadora.
- pronome relativo e índice de indeterminação do sujeito.
- pronome relativo e pronome átono.
- conjunção integrante e índice de indeterminação do sujeito.
- pronome relativo e partícula apassivadora
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Gabarito
B
Comentário do professor
Comentário: Na frase “[...] das 300 mil espécies comestíveis de que se tem notícia [...]”, as palavras destacadas ocupam funções diferentes, mas ambas são essenciais para a compreensão da construção. O que atua como um pronome relativo, que se refere à expressão anterior “espécies comestíveis”, introduzindo uma oração adjetiva que complementa e especifica a informação sobre essas espécies. Por outro lado, o se funciona como um índice de indeterminação do sujeito, indicando que a ação de “ter notícia” não se refere a um sujeito específico, mas a um sentido mais geral, como se disséssemos “importa-se” sobre a existência de notícias a respeito das 300 mil espécies. Assim, a alternativa B é correta, pois reconhece ambas as funções, evidenciando como a estrutura gramatical da frase contribui para a clareza e riqueza da informação apresentada.
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