Questão FC184615
O texto a seguir refere-se à questão. QUESTIONANDO O CRESCIMENTO ECONÔMICO Marcus Eduardo de Oliveira Para o fim último de uma sociedade que se pauta na busca da felicidade, via aq
Morfologia
Instituto AOCP · 2022
Assim, o consumo que, nas palavras de F. Hirsch (1931-1978), “representa o verdadeiro sujeito e objeto do crescimento econômico”, ampara tal “necessidade” de crescimento. Essa “necessidade”, por sua vez, é justificada pelo encontro do crescimento demográfico com o progresso econômico, posto esse último cada vez mais a serviço do aumento da produção material.
Pautado no interesse de fazer com que a sociedade alcance melhorias substanciais no padrão de vida das pessoas, o crescimento econômico, por ser uma espécie de “marca” que simboliza esse “progresso”, tornou-se obsessão maior das políticas governamentais pós Revolução Industrial, e, enquanto a economia mundial (atividade produtiva global) “coube” dentro do meio ambiente, tal obsessão jamais foi questionada.
A insatisfação quanto a isso, apenas para os que estão do lado de fora da economia convencional, dita, neoclássica, portanto, para aqueles que não comungam às ideias da cartilha do modelo ora vigente, passou a ser gritante após os anos 1960, quando os sinais de estresse ambiental começaram a ser notados em diversas frentes, em paralelo ao fato da abundância material ter alcançado, a partir desse período, maior proeminência, afinal a economia global estava desfrutando as benesses da chamada “Era de Ouro” do capitalismo que somente iria terminar com a chegada do primeiro choque do petróleo, em 1973.
A partir disso, a questão principal que se realça é que, à medida que o crescimento acontece, deteriora-se o meio ambiente, sem ao menos ter essas implicações ecológicas dimensionadas adequadamente na própria conta do crescimento econômico.
Desse modo, questionar o crescimento, para dizer o mínimo, torna-se mais que razoável, além de permitir o questionamento do próprio sistema que lhe dá amparo, uma vez que seus defensores contextualizam que sem crescimento não há condições possíveis de sobrevivência para o sistema ora dominante. [...]
- Ela poderia ser substituída por “na medida que” sem que isso causasse prejuízo sintático ou semântico ao período.
- Ela sinaliza uma relação sintático semântica de causalidade entre as orações.
- O termo “que” contido nela é uma conjunção integrante que une uma oração substantiva a uma oração principal.
- São sinônimos dela: “na medida em que” e “conforme”.
- Ela sinaliza uma relação sintático semântica de proporcionalidade entre as orações.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Comentário: A alternativa E é a correta porque a expressão à medida que estabelece uma relação de proporcionalidade entre as orações que ela conecta. No contexto da frase, a expressão indica que a riqueza de um país aumenta na mesma proporção em que o Produto Interno Bruto (PIB) se expande. Isso implica que não se trata apenas de um crescimento isolado, mas sim de um crescimento que acontece simultaneamente e de maneira íntima, onde um fator influencia diretamente o outro. Em outras palavras, quanto mais o PIB aumenta, mais cresce a riqueza, demonstrando essa interdependência entre os dois elementos, uma característica típica das locuções conjuntivas que expressam proporcionalidade.
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