Questão FC184636
Atualmente, muita discussão tem ocorrido acerca da participação mais evidente de empresas, como a Space X, nas conquistas espaciais. Órgãos estatais, como a NASA (EUA), estão fican
Morfologia
Instituto AOCP · 2024
Quem nunca observou o céu noturno, as estrelas, constelações, a Lua, planetas e outros astros, e ficou se perguntando sobre diversos aspectos, como a origem de tudo, possível existência de outras formas de vida fora da Terra, ou, ainda, se houve alguma inteligência que criou o cosmo? Essas inquietações estão presentes na humanidade há muito tempo, há milhares de anos, mas somente nas últimas décadas é que nossas tecnologias nos permitiram ir para além da Terra, a partir de dispositivos como sondas e naves espaciais, satélites, telescópios e radiotelescópios que, com o tempo, foram evoluindo cada vez mais e nos lançando a descobertas impressionantes.
Atualmente, muita discussão tem ocorrido acerca da participação mais evidente de empresas, como a Space X, nas conquistas espaciais. Órgãos estatais, como a NASA (EUA), estão ficando dependentes de parcerias diretas com esse setor, sobretudo no oferecimento de tecnologias. Ter curiosidade sobre tudo é inerente à humanidade, assim como buscar respostas, como a Ciência faz, mas será que há um limite ético para onde essa curiosidade pode nos conduzir?
Somente no Sistema Solar várias pesquisas têm sido feitas, seja em planetas rochosos, como Marte e Vênus, seja em planetas gasosos, como Júpiter e Saturno, mas também em luas e sobre o próprio Sol. Terraformar, ou seja, simular as condições para vida terrestre em outros locais além de nosso planeta também tem sido foco de estudos. Nos recentes anos, importantes processos ocorreram: a Space X, pela primeira vez na história, conseguiu lançar uma sonda espacial sem perder seu foguete, conseguindo pousá-lo para depois o reutilizar; além disso, tem inovado muito em várias outras áreas, como o lançamento dos satélites Starlink, que trarão novidades nos próximos anos. Além disso, três missões não tripuladas foram enviadas para Marte apenas em 2020, como o lançamento do Rover Perseverance, da Nasa, com o objetivo de entender se houve vida mais basal em Marte, em alguma era de sua história (ou se ainda há vida microbiológica).
A tendência é que cada vez mais projetos ocorram com objetivos similares. Também já identificamos cerca de 5.000 exoplanetas, ou seja, planetas que estão em torno de outras estrelas de nossa galáxia, alguns dos quais com a aparente condição de abrigar a vida (e ter água, por exemplo). Será que somos os únicos seres vivos presentes em nosso sistema, ou nossa galáxia, ou em nosso universo? Difícil saber. Todavia, é bem possível que nas próximas décadas muitas descobertas sejam feitas e nos lancem a uma ética diferente de compreensão de quem somos no cosmo. Esse é um ponto extremamente positivo da ciência: a capacidade de permitir a crítica, mudar modelos e, assim, renovar sempre.
“Somente no Sistema Solar várias pesquisas têm sido feitas, seja em planetas rochosos, como Marte e Vênus, seja em planetas gasosos, como Júpiter e Saturno, mas também em luas e sobre o próprio Sol.”
Em relação aos elementos presentes nesse excerto, assinale a alternativa INCORRETA.
- “Somente” é uma palavra que possui o sentido de restrição, limitação e pode ser substituída adequadamente por “Apenas”, “Só”.
- “como”, em suas duas ocorrências, é uma palavra que introduz o sentido de exemplificação e pode ser substituída adequadamente por “a exemplo de”.
- “seja”, em suas duas ocorrências, é um verbo de ligação, que une um sujeito ao seu respectivo predicativo.
- “têm sido feitas” é uma forma verbal empregada na voz passiva, cujo sujeito “várias pesquisas” sofre a ação nela expressa.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Comentário: A alternativa C afirma que “seja”, nas duas ocorrências do trecho, é um verbo de ligação, o que está incorreto. Na língua portuguesa, a palavra “seja” é, na verdade, uma conjunção coordenada alternativa que expressa a ideia de escolha ou alternância.
No contexto apresentado, “seja em planetas rochosos, como Marte e Vênus, seja em planetas gasosos, como Júpiter e Saturno”, a função de “seja” é conectar duas possibilidades, indicando que as pesquisas estão sendo realizadas tanto em um tipo de planeta quanto em outro, podendo ser substituída por “ou”.
Portanto, categorizar “seja” como um verbo de ligação, que geralmente se conecta sujeito e predicativo em uma estrutura de frase, é uma afirmação errônea, fortalecendo a escolha da alternativa como a resposta correta para a questão.
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