Questão FC184664
Ademais, se todo mundo aderir ao etanol, haverá combustível para todos? Do outro lado, haverá apagão elétrico se todo mundo abandonar os combustíveis fósseis e plugar seus carros n
Colocação Pronominal
Instituto AOCP · 2022
Em alguns casos, o carro a álcool pode ser até mais limpo. Entenda por quê.
Há um consenso, vindo principalmente do mundo desenvolvido, de que os carros elétricos são o futuro. Esses veículos, em princípio, poderiam atingir neutralidade total de carbono, caso pudessem ser recarregados a partir de fontes 100% limpas. O problema é que não é assim que a banda toca.
Ao plugar o carro na tomada, o consumidor está transferindo energia da rede elétrica para a bateria, e a chave para entender o real impacto sobre emissões é saber como essa energia foi gerada.
Um estudo da empresa alemã Mahle revelou que no Brasil, onde 85% da eletricidade vem de fontes renováveis (e limpas), como as hidrelétricas, alimentar um carro elétrico ao longo de dez anos emitiria o equivalente a 17,6 toneladas de CO2.
Já na Bolívia, que tem quase 65% de sua eletricidade gerada por combustíveis fósseis, alimentar esse mesmo carro geraria 32,5 toneladas de CO2 – mais até do que um veículo a gasolina, que emitiria 31,3 toneladas no mesmo período de uso. Essa diferença seria o fim da história, não fosse outra tecnologia em uso no Brasil há muito tempo: os biocombustíveis, em particular o etanol. O mesmo estudo da Mahle indica que a emissão média de um carro movido a etanol, no Brasil, é de 12,1 toneladas de CO2-equivalente a cada dez anos. Ou seja, menos até que o carro elétrico!
É fato que os motores a etanol emitem um bocado de poluentes, mas boa parte disso é compensada pela natureza renovável do sistema: para produzir mais etanol, é preciso plantar cana, que tira CO2 da atmosfera via fotossíntese. No balanço, a conta fica bonita. E com a vantagem adicional de que os carros flex e a disponibilidade ampla do etanol fazem com que nossa grade de mobilidade já esteja praticamente toda preparada para se beneficiar disso.
Contudo, esse também não é o fim da história, porque o balanço de carbono não é o único fator envolvido. Nas grandes cidades, os motores a combustão prejudicam a qualidade do ar e aumentam a incidência de doenças respiratórias (um problema que o carro elétrico não tem).
Ademais, se todo mundo aderir ao etanol, haverá combustível para todos? Do outro lado, haverá apagão elétrico se todo mundo abandonar os combustíveis fósseis e plugar seus carros na tomada?
Qualquer solução racional, especialmente no caso do Brasil, envolverá um mix. Para uso urbano, o carro elétrico parece melhor; para viagens longas, etanol e outros biocombustíveis são mais convidativos. Certeza, só uma: precisamos cortar, em escala global, o uso dos combustíveis fósseis.
- É um pronome proclítico, atraído pela preposição “para”.
- É um pronome enclítico, atraído pela preposição “para”.
- É um pronome mesoclítico.
- É um pronome oblíquo tônico, que deve ser posposto ao verbo.
- É um pronome pessoal do caso reto.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Comentário: A alternativa correta é a letra A, que afirma que o pronome se é um pronome proclítico, atraído pela preposição para. Isso se deve ao fato de que, na construção da frase, o pronome se aparece antes do verbo, o que caracteriza a próclise. Em português, o uso da próclise é requisito quando há palavras que exercem atração, como preposições, advérbios ou conjunções subordinativas. Neste caso, a presença da preposição para efetivamente provoca a anteposição do pronome, resultando na forma correta de escrita. Por isso, a afirmativa de que o pronome está em posição proclítica é adequada e demonstra entendimento das regras de colocação pronominal.
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