Questão FC184778
Tráfico de espécies animais causa impactos em todo o meio ambiente A partir da apreensão de ovos de arara-azul-de-lear, Cristina Yumi Miyaki adverte que toda a fauna e flora de um
Sintaxe
Instituto AOCP · 2024
Riscos
Segundo a docente, a captura de espécies através do tráfico ilegal causa um impacto não apenas na população desse animal, mas também em todo o ambiente e nos outros indivíduos com os quais ele se relaciona, uma vez que toda a fauna e flora de um ecossistema estão interligadas e suas interações complexas são modificadas pela prática ilícita. “A perda de uma espécie que é a principal dispersora de sementes de uma determinada árvore vai afetar essa espécie de árvore que, por sua vez, pode ser abrigo para uma terceira espécie e assim por diante”, exemplifica a especialista.
De acordo com a professora, a maioria dos indivíduos apreendidos pelo tráfico ilegal são capturados diretamente da natureza e não sobrevivem ao processo de transporte até o destino final, pois não estão acostumados a conviver fora de seu habitat natural. Ela explica também que, para capturar animais que vivem em troncos, toda a estrutura da árvore é derrubada pelos criminosos e a perda para essa espécie torna-se ainda maior.
Dados
(...) O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estima que cerca de 80% dos animais traficados correspondem a aves, sendo a maioria da ordem Passeriforme, ou seja, os passarinhos. A tradição brasileira de ter essas aves em gaiolas, além da beleza das plumas e do canto, são alguns dos fatores que explicam a alta taxa de exploração ilegal dessas espécies.
Órgãos de preservação
Segundo Cristina, a autoridade governamental responsável pela conservação das espécies ameaçadas de extinção no Brasil é o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que pertence ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Ela explica que o órgão coordena ações nacionais de combate à exploração animal em parceria com instituições e organizações não governamentais (ONGs) nacionais e internacionais.
“Além da captura de animais por meio do tráfico ilegal, a destruição e a degradação do ambiente, ou seja, do habitat, é uma outra ameaça importante que pode diminuir a área onde as espécies podem habitar ou ainda isolar suas populações em pequenas manchas de ambiente adequado, limitando então a sua dispersão”, afirma.
Um levantamento realizado pelo ICMBio mostra que das 12.256 espécies da fauna brasileira analisadas, 1.173 estão ameaçadas de extinção. Aliadas ao tráfico ilegal, outras ações humanas como queimadas e destruição dos ecossistemas para implementação de atividade agropecuária são as principais responsáveis pela grande quantidade de indivíduos em risco.
Métodos de prevenção
Conforme Cristina Yumi Miyaki, o combate ao tráfico ilegal exige ações coordenadas de diversas áreas, mas ela destaca a educação e conscientização de toda a população, além da fiscalização com inteligência na investigação por parte das autoridades, como fatores preponderantes no enfrentamento dessa problemática. A especialista conta que o Estado precisa exercer um forte apoio nos níveis federal, estadual e municipal para auxiliar os órgãos fiscalizadores.
“Também é necessário diminuir a alta demanda desses animais que, por muitas vezes, é internacional e por isso implica na necessidade de articulação entre diferentes países. Por isso é um tema tão complexo”, finaliza.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Comentário: A alternativa D é a correta, pois analisa com precisão cada uma das afirmações propostas na questão, classificando-as como verdadeiras ou falsas.
Na primeira afirmação, é de fato verdadeira a observação de que a expressão "às espécies" resulta da crase, decorrente da preposição "a", exigida pelo verbo "trazer", unida ao artigo definido "as".
Já a segunda afirmação é falsa, pois os verbos "explicar" e "trazer", apesar de estarem no mesmo tempo verbal (presente do indicativo), possuem diferentes transitividades: "explicar" é um verbo transitivo direto, enquanto "trazer" é transitivo direto e indireto.
A terceira afirmação é verdadeira, pois, conforme as normas da Reforma Ortográfica de 2009, o prefixo "não-" não exige o uso de hífen quando se forma compostos, tornando "não-governamentais" correto.
Na quarta afirmação, a caracterização de "à exploração animal" como complemento nominal está correta, pois completa o sentido do substantivo "combate", sendo erroneamente classificada como adjunto adnominal.
Por fim, a quinta afirmação é falsa, já que o verbo "implicar" no sentido de "ter como consequência" deve ser considerado como transitivo direto, dispensando a preposição e, portanto, o correto seria "a necessidade".
Assim, a sequência correta, que corresponde à alternativa D, é: V – F – V – F – V.
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