Questão FC184880
EXERCITAR A MENTE ATIVA É O CAMINHO PARA MANTÊ-LA SAUDÁVEL Por Claudio Lottenberg, 31 ago 2022, 15h53 As primeiras transmissões de TV começaram ao longo da década de 1930. Neste qu
Regência
Instituto AOCP · 2022
Pesquisadores da USC (Universidade do Sul da Califórnia) publicaram na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences um estudo que mostrou que assistir TV por longos períodos após os 60 anos foi associado a um risco maior de desenvolver demência. Ler e usar um computador, por outro lado, foram apontados como uma forma de se proteger contra a doença. O estudo aponta que as três atividades envolvem ficar sentado por horas. No caso das duas últimas, no entanto, a estimulação intelectual proporcionada é relativamente maior – o que de certa forma neutralizaria o efeito negativo de uma redução no fluxo sanguíneo no cérebro devido à posição.
As conclusões a que chegaram os pesquisadores ajudam a desfazer um pouco a ideia mais difundida que ter um cérebro saudável seria resultado de ter uma vida menos sedentária – ou seja, mais ocupada com exercícios físicos. De fato, sedentarismo não faz bem algum, seja para os músculos, seja para o cérebro, ou para qualquer parte do corpo. Mas isso não conta toda a história.
Manter a mente ativa, com estímulos intelectuais, é de enorme importância. O desenvolvimento da demência, é preciso lembrar, envolve vários riscos – diabetes, hipertensão arterial, obesidade e doenças cardiovasculares são apenas alguns exemplos. Mas a leitura ajuda a firmar conexões neuronais nas regiões do cérebro que registram nossas memórias. Uso de computadores, como mostrou o estudo, também proporciona estímulo intelectual.
Na era digital em que vivemos, aprender será algo que faremos em boa parte do tempo, independentemente da idade. Fazer uso dos recursos que a conectividade com o conhecimento nos traz, como se vê, pode nos ajudar a manter a mente saudável. A diversão televisiva, claro, tem seu espaço – mas, como em tudo, a moderação só faz bem.
- Em “[...] redução no fluxo sanguíneo no cérebro devido à posição.”, o sinal indicativo de crase é facultativo, visto que a presença da preposição “a” não é exigida pelo termo “devido”.
- Em “As conclusões a que chegaram os pesquisadores [...]”, a omissão da preposição “a” causaria prejuízo sintático ao excerto.
- Em “[...] assistir TV por longos períodos [...]”, a ausência da preposição “a” após o verbo “assistir” causa um problema de compreensão para o leitor.
- Em “[...] recursos que a conectividade com o conhecimento nos traz [...], o verbo “traz” é transitivo direto, não exigindo a presença de uma preposição.
- Em “[...] assistir TV por longos períodos após os 60 anos foi associado a um risco [...]”, a preposição “a” não poderia ser substituída por “com” sem que issocausasse prejuízo sintático ao excerto.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Comentário: A alternativa B está correta pois, ao afirmar que “As conclusões a que chegaram os pesquisadores [...]” implica a necessidade da preposição “a”, a frase demonstra uma regência que é crucial para a construção sintática correta.
O verbo “chegar” exige a preposição “a” para ligar-se ao seu complemento. Isso significa que não podemos simplesmente omitir essa preposição sem ocasionar um “prejuízo sintático” à estrutura da frase. Portanto, a forma correta é “chegar a conclusões”, sendo que a expressão ‘a que’ utiliza um pronome relativo que remete à ideia anterior de conclusões, mantendo a preposição necessária e evitando confusões na interpretação.
Por fim, a falta da preposição tornaria a frase gramaticalmente incorreta, assim como dificultaria a clareza da informação transmitida. É fundamental compreender que a regência correta é essencial para a coesão e a clareza do texto.
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