Questão FC184923
EXERCITAR A MENTE ATIVA É O CAMINHO PARA MANTÊ-LA SAUDÁVEL Por Claudio Lottenberg, 31 ago 2022, 15h53 As primeiras transmissões de TV começaram ao longo da década de 1930. Neste qu
Concordância (Verbal e Nominal)
Instituto AOCP · 2022
Pesquisadores da USC (Universidade do Sul da Califórnia) publicaram na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences um estudo que mostrou que assistir TV por longos períodos após os 60 anos foi associado a um risco maior de desenvolver demência. Ler e usar um computador, por outro lado, foram apontados como uma forma de se proteger contra a doença. O estudo aponta que as três atividades envolvem ficar sentado por horas. No caso das duas últimas, no entanto, a estimulação intelectual proporcionada é relativamente maior – o que de certa forma neutralizaria o efeito negativo de uma redução no fluxo sanguíneo no cérebro devido à posição.
As conclusões a que chegaram os pesquisadores ajudam a desfazer um pouco a ideia mais difundida que ter um cérebro saudável seria resultado de ter uma vida menos sedentária – ou seja, mais ocupada com exercícios físicos. De fato, sedentarismo não faz bem algum, seja para os músculos, seja para o cérebro, ou para qualquer parte do corpo. Mas isso não conta toda a história.
Manter a mente ativa, com estímulos intelectuais, é de enorme importância. O desenvolvimento da demência, é preciso lembrar, envolve vários riscos – diabetes, hipertensão arterial, obesidade e doenças cardiovasculares são apenas alguns exemplos. Mas a leitura ajuda a firmar conexões neuronais nas regiões do cérebro que registram nossas memórias. Uso de computadores, como mostrou o estudo, também proporciona estímulo intelectual.
Na era digital em que vivemos, aprender será algo que faremos em boa parte do tempo, independentemente da idade. Fazer uso dos recursos que a conectividade com o conhecimento nos traz, como se vê, pode nos ajudar a manter a mente saudável. A diversão televisiva, claro, tem seu espaço – mas, como em tudo, a moderação só faz bem.
- Se o adjetivo estivesse anteposto aos substantivos, ele se flexionaria no singular e no masculino, por ser esta a forma gramatical neutra.
- Se o adjetivo estivesse anteposto aos substantivos, ele se manteria no plural, por concordar com “importância” e com “efeito”.
- Por se referir a dois substantivos, o adjetivo não poderia estar flexionado no singular.
- O adjetivo poderia estar flexionado no singular, concordando apenas com o substantivo feminino.
- O adjetivo poderia estar flexionado no singular, concordando apenas com o substantivo mais próximo.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Comentário: A alternativa correta, que afirma que o adjetivo poderia estar flexionado no singular, concordando apenas com o substantivo mais próximo, é válida devido à regra da concordância nominal envolvendo dois substantivos de gêneros diferentes. No trecho “[...] ele tem uma importância e um efeito inegáveis [...]”, o adjetivo "inegáveis" está flexionado no plural e masculino, pois concorda com ambos os substantivos. No entanto, essa mesma estrutura permite que, se o adjetivo fosse posposto, ele pudesse, opcionalmente, concordar com apenas o substantivo mais próximo, que é "efeito". Assim, a frase poderia ser reescrita como “[...] ele tem uma importância e um efeito inegável [...]”, evidenciando como a flexão no singular é gramaticalmente aceitável. Este entendimento reflete a flexibilidade da língua e como as regras de concordância podem ser aplicadas de forma dinâmica, dependendo da posição dos elementos na frase.
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