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Questão FC184967

FRUTOS NEM TÃO PROIBIDOS Livro recém-lançado explica por que nossa dieta inclui apenas uma fração das plantas comestíveis disponíveis na natureza Será que todos os vegetais que não

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

Instituto AOCP · 2022

FRUTOS NEM TÃO PROIBIDOS

Livro recém-lançado explica por que nossa dieta inclui apenas uma fração das plantas comestíveis disponíveis na natureza
 
Será que todos os vegetais que não comemos são menos gostosos que broto de feijão? A pergunta é feita pelo professor de botânica John Warren, da Universidade Aberystwyth, no País de Gales, logo no início do livro The Nature of Crops: How We Came to Eat the Plants We Do (“A natureza da colheita: por que comemos as plantas que comemos”, em tradução livre), ainda sem edição no Brasil. Warren sempre ficou intrigado com a pouca variedade de vegetais que encontrava nas prateleiras do supermercado – das 300 mil espécies comestíveis de que se tem notícia, comemos apenas 200 (200 mesmo, não 200 mil) – e resolveu investigar por que foi que decidimos que salada boa é feita com alface e tomate, e não com dente-de-leão ou beldroega.
 
Não existe uma única resposta certa. Para se tornarem cultiváveis a fim de fazer parte da dieta dos homens, as plantas devem ter uma série de qualificações no currículo. Primeiro, precisam ser nutritivas. Depois, devem ser fáceis de armazenar. Ter grãos, sementes ou frutas que sobrevivem muito tempo longe do pé sempre ajuda. Um último diferencial é a personalidade (e o cheiro) forte: plantas perfumadas, que combatem bactérias ou até as que são psicotrópicas sempre chamam a atenção. E, por incrível que pareça, as plantas tóxicas não estão excluídas automaticamente: muitos vegetais que consumimos hoje são descendentes de plantas potencialmente letais.
 
Por tudo isso, argumenta Warren, hoje o que realmente nos separa de uma dieta mais diversificada é a nossa própria imaginação: “No futuro, iremos apreciar toda uma miríade de novas frutas e vegetais que são melhores para a saúde e menos prejudiciais para a natureza”.

Adaptado de: KIST, Cristine. Frutos nem tão proibidos. Revista Galileu, São Paulo, n. 290, p. 12-13, set. 2015.

Sobre os mecanismos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
  1. Em “[...] as plantas tóxicas não estão excluídas automaticamente [...]”, no segundo parágrafo, a expressão em destaque poderia ser substituída por “elas”, uma vez que já foi mencionada anteriormente no texto.
  2. No segundo parágrafo, os termos “Primeiro” e “Depois” atuam na coesão sequencial do texto.
  3. No último parágrafo, a expressão “Por tudo isso” retoma diversas informações mencionadas anteriormente no texto.
  4. No primeiro parágrafo, há uma possível ambiguidade em relação ao termo “200”, o que justifica o esclarecimento entre parênteses feito na sequência.
  5. Em “Primeiro, precisam ser nutritivas.”, a elipse do sujeito “as plantas” atua na coesão do texto, evitando uma repetição desnecessária.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Comentário: A alternativa A é correta ao afirmar que, na frase “[...] as plantas tóxicas não estão excluídas automaticamente [...]”, a expressão em destaque pode ser substituída por “elas”, pois já se refere a um conceito previamente mencionado no texto. No entanto, a afirmação de que isso seria adequado é incorreta, uma vez que a expressão "plantas tóxicas" é específica e não foi claramente mencionada antes. Enquanto o termo "plantas" é usado de forma mais ampla ao longo do texto, a designação de “plantas tóxicas” introduz uma categoria particular que não foi previamente discutida. Por isso, o uso de “elas” poderia causar ambiguidade, dificultando a compreensão correta da informação. Portanto, a escolha desta expressão para substituição não se sustenta, tornando a alternativa A a resposta certa para a questão proposta.

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