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Questão FC184989

CRÔNICA DO COTIDIANO – REPARAÇÃO Auridan Dantas Nada melhor do que, após um dia cansativo de trabalho e de fisioterapia, você ter um sono REPARADOR. Os especialistas sempre dizem q

Linguagem

Instituto AOCP · 2022

CRÔNICA DO COTIDIANO – REPARAÇÃO

Auridan Dantas

Nada melhor do que, após um dia cansativo de trabalho e de fisioterapia, você ter um sono REPARADOR. Os especialistas sempre dizem que o importante não é a quantidade de horas dormidas, mas a qualidade destas horas. Pois bem, de ontem para hoje eu tive um sono bem REPARADOR. Passei a noite toda REPARANDO tudo o que passava na televisão e ao meu redor, e não tinha nem uma bandinha de remédio para dormir. Assisti até programa de vendas (o lado bom da coisa: fiz uma pesquisa de preços arretada, e só repasso mediante pagamento antecipado e em euro). Tô só o “mi da pipoca”, com os “zói” vermelhos, mas cheio de informação.

Adaptado de: ARAÚJO, A. D.; DUMARESQ, M. A. M. C. Crônicas do cotidiano: as sagas 
de um beradeiro e uma enfermeira. Natal: IFRN, 2014. Acesso em: 14 out. 2022.

Assinale a alternativa que analisa corretamente a expressão presente no texto.
  1. “Arretada”, no texto, é um regionalismo, empregado com um sentido negativo, indicando que o cronista estava nervoso.
  2. “Mi da pipoca” é a forma reduzida de “melhor da pipoca”, indicando que o cronista se sente cheio de energia, como uma pipoca estourando na panela.
  3. “Reparador” é um adjetivo cuja polissemia é explorada pelo cronista com o intuito de gerar humor.
  4. “Zói” pode ser substituído pelo termo “olhos” sem que isso altere a semântica ou o grau de formalidade do excerto em que se encontra.
  5. “Mediante” é uma gíria, que só deve ser empregada em textos informais como a crônica.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Comentário: A alternativa correta, C, "Reparador" é um adjetivo cuja polissemia é explorada pelo cronista com o intuito de gerar humor, revela como o autor utiliza a linguagem de forma inteligente e criativa. O termo "reparador" carrega duas conotações distintas: a primeira, relacionada ao sentido de restaurador, implica que o sono teria sido reparador em termos de descanso físico e mental. Entretanto, ao longo do texto, o cronista inverte essa expectativa ao afirmar que, na verdade, ele esteve acordado e apenas observou tudo ao seu redor, utilizando o adjetivo em um sentido inesperado e provocando uma quebra de expectativa. Essa dualidade é o que confere um toque de humor à crônica, subvertendo a ideia original de um sono restaurador e trazendo à tona uma reflexão cômica sobre a própria experiência vivida. Assim, a escolha do termo enriquece a narrativa e engaja o leitor de maneira leve e divertida.

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