Questão FC184990
CADÊ O VERÃO? Sandro Villar - 19/03/2023 Cadê o verão?d A estação já está "puxando o carro"e, para ser sincero, não percebi sua presença neste ano pelo menos no oeste paulista. Dia
Linguagem
Instituto AOCP · 2023
Cadê o verão?d A estação já está "puxando o carro"e, para ser sincero, não percebi sua presença neste ano pelo menos no oeste paulista. Dias ensolarados, com temperaturas altas? Nada disso, Seu Dílson. Não houve verão em 2023. A estação foi marcada por temperaturas amenas, temporais assustadores e, se me permitem, parecia outono ou inverno. Um verão atípico, a meu ver. Coisa estranha. Aliás, os tempos estão estranhos, cada vez mais estranhos.
O verão se despede hoje e amanhã começa o outono, que também deverá ser marcado por temperaturas amenas, nessas faixas de 24° a 25°, por aí. Depois, vem o inverno e dizem alguns meteorologistas que o inverno será congelante em alguns momentos. Outros apostam em temperaturas "suportáveis", como as deste atípico, para não dizer esquisito, verão.
Falei que os tempos estão estranhos e estão mesmo no que diz respeito ao clima, cada vez mais extremo. Mudanças no mar preocupam. O mar está encolhendo – ou recuando – em vários países. Que diacho é isso? Sei láa. Só sei que esquisitice não falta, parece o feitiço do tempo. O mar já encolheu nas praias de pelo menos 15 países. Isso mesmo que vocês leram.
O mar recuou mais de 15 metros no Egito e na Namíbia, dois países africanos. Para mencionar alguns dos 15 países, este egrégio e fidalgo cronistae lembra que também foram registrados recuos na Argentinab, Itália, França, Grécia e Marrocos. Na cidade de Veneza, que fica na Itália, as gôndolas deixaram de navegar porque os canais secaram. Maré baixa, mar recuado, portanto.
Ah, sim: no nosso amado Brasil o fenômeno foi registrado em Alagoas,c onde o mar, no caso o Oceano Atlântico, deu uma boa recuada, portanto, houve encolhimento.
É a crise climática e não sei onde isso vai parar. Acho que seria o caso de o ser humano recuar em certas atitudes e dar um tempo, tempo ao tempo. Pelo jeito o tempo também precisa de um tempo para se ajustar nestes tempos desajustados.
- “Que diacho é isso? Sei lá.”.
- “[...] este egrégio e fidalgo cronista lembra que também foram registrados recuos na Argentina [...]”.
- “Ah, sim: no nosso amado Brasil o fenômeno foi registrado em Alagoas [...]”.
- “Cadê o verão?”.
- “A estação já está ‘puxando o carro’ [...]”.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Comentário: A alternativa B é a escolha correta porque apresenta um uso exemplar da norma-padrão e um vocabularário altamente formal. A expressão “este egrégio e fidalgo cronista” revela um vocabulário culto, com palavras como “egrégio” e “fidalgo”, que são raramente utilizadas em conversas cotidianas, indicando respeito e reverência. Além disso, a construção da frase é complexa e bem estruturada, seguindo rigorosamente as regras gramaticais. O uso de termos formais não só enriquece o texto como também contribui para o tom de elevada formalidade, apropriado para uma crítica reflexiva sobre questões climáticas. Portanto, a escolha dessa alternativa demonstra uma habilidade em identificar e apreciar a utilização da linguagem formal, evidenciando como o vocabulário e a sintaxe elaborada transmitem um alto grau de seriedade e respeito ao tema abordado.
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