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Questão FC185016

Ruanda descobriu um uso humanitário para os drones Esses aparelhos são enviados para distribuir medicamentos em lugares remotos e de difícil acesso, numa ação que, segundo Luli Rad

Partícula Se

Instituto AOCP · 2022

Ruanda descobriu um uso humanitário para os drones
Esses aparelhos são enviados para distribuir medicamentos em lugares remotos e de difícil acesso, numa ação que, segundo Luli Radfahrer, pode salvar muitas vidas

O tema desta coluna são os drones, a respeito dos quais tendemos a pensar no uso convencional que deles se faz no Oriente Médio, por exemplo, onde são empregados como armas de destruição. Da mesma forma, pode-se pensar neles em termos mais fantasiososa, fazendo as vezes de prestadores de serviço ao atuarem como entregadores de encomendas. A verdade, porém, é que Ruanda, na África, achou para os drones uma função bem mais original, que é a de entregar remédios num país em que existem muitas florestas e montanhas, o que torna difícil o transporte de certos tipos de materiais – alguns perecíveis, como são os casos dos medicamentos – para vilarejos mais distantes. Daí que se empregou a estratégia de colocar nos drones pequenos pacotes de remédiose para enviá-los para as regiões mais necessitadas.

Não se trata, evidentemente, de mandar remédios para o consumidor finalb, mas enviar de um centro de distribuição para um posto de saúde ou algo que se assemelhe a issod, que se responsabiliza pela distribuição do materialc, o que permitiria até mesmo o envio de sangue para transfusão em hospitais e centros de saúde. “Isso tende a salvar muitas vidas e a ideia mais bacana é que, além desse transporte todo, esses aviõezinhos soltam a sua encomenda num paraquedas.” O colunista encerra sua coluna vislumbrando a possibilidade desse método ser utilizado em lugares remotos do Brasil, como na Amazônia, no sertão do Nordeste ou nas grandes áreas rurais do País.

Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

Adaptado de: https://jornal.usp.br/radio-usp/ruanda-descobriu-um-uso-humanitario-para-os-drones/. Acesso em: 10 jul. 2022.

Em qual das alternativas o “se” exerce a função de partícula apassivadora?
  1. “Da mesma forma, pode-se pensar neles em termos mais fantasiosos […]”.
  2. “Não se trata, evidentemente, de mandar remédios para o consumidor final [...]”.
  3. “[…] um posto de saúde [...], que se responsabiliza pela distribuição do material […]”.
  4. “[…] um posto de saúde ou algo que se assemelhe a isso [...]”.
  5. “Daí que se empregou a estratégia de colocar nos drones pequenos pacotes de remédios [...]”.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Comentário: A alternativa E apresenta a expressão “Daí que se empregou a estratégia de colocar nos drones pequenos pacotes de remédios”, onde o se funciona como partícula apassivadora. Essa função é evidenciada pela possibilidade de transformação da frase em voz passiva analítica, podendo ser reescrita como “A estratégia de colocar nos drones pequenos pacotes de remédios foi empregada”. Nesta construção, observamos que o sujeito do verbo empregado é indeterminado, o que caracteriza o uso do se como um índice de passividade. Assim, a partícula se indica que a ação de empregar a estratégia não é atribuída a um sujeito específico, mas sim ao próprio contexto em que a estratégia foi adotada. A clareza na passagem do verbo para a voz passiva sintética confirma que a alternativa está correta, mostrando a funcionalidade do se na formação da passiva.

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