Questão FC185024
A busca contínua pela “conquista” do espaço: algumas perspectivas reflexivas Delton Mendes Francelino Quem nunca observou o céu noturno, as estrelas, constelações, a Lua, planetas
Vocábulo Que
Instituto AOCP · 2024
Delton Mendes Francelino
Quem nunca observou o céu noturno, as estrelas,
constelações, a Lua, planetas e outros astros, e ficou se perguntando sobre
diversos aspectos, como a origem de tudo, possível existência de outras formas
de vida fora da Terra, ou, ainda, se houve alguma inteligência que criou o
cosmo? Essas inquietações estão presentes na humanidade há muito tempo, há
milhares de anos, mas somente nas últimas décadas é que nossas tecnologias nos
permitiram ir para além da Terra, a partir de dispositivos como sondas e naves
espaciais, satélites, telescópios e radiotelescópios que, com o tempo, foram
evoluindo cada vez mais e nos lançando a descobertas impressionantes.
Atualmente, muita discussão tem ocorrido acerca da
participação mais evidente de empresas, como a Space X, nas conquistas
espaciais. Órgãos estatais, como a NASA (EUA), estão ficando dependentes de
parcerias diretas com esse setor, sobretudo no oferecimento de tecnologias. Ter
curiosidade sobre tudo é inerente à humanidade, assim como buscar respostas,
como a Ciência faz, mas será que há um limite ético para onde essa curiosidade
pode nos conduzir?
Somente no Sistema Solar várias pesquisas têm sido feitas,
seja em planetas rochosos, como Marte e Vênus, seja em planetas gasosos, como
Júpiter e Saturno, mas também em luas e sobre o próprio Sol. Terraformar, ou
seja, simular as condições para vida terrestre em outros locais além de nosso
planeta também tem sido foco de estudos. Nos recentes anos, importantes
processos ocorreram: a Space X, pela primeira vez na história, conseguiu lançar
uma sonda espacial sem perder seu foguete, conseguindo pousá-lo para depois o
reutilizar; além disso, tem inovado muito em várias outras áreas, como o
lançamento dos satélites Starlink, que trarão novidades nos próximos anos. Além
disso, três missões não tripuladas foram enviadas para Marte apenas em 2020,
como o lançamento do Rover Perseverance, da Nasa, com o objetivo de entender se
houve vida mais basal em Marte, em alguma era de sua história (ou se ainda há
vida microbiológica).
A tendência é que cada vez mais projetos ocorram com
objetivos similares. Também já identificamos cerca de 5.000 exoplanetas, ou
seja, planetas que estão em torno de outras estrelas de nossa galáxia, alguns
dos quais com a aparente condição de abrigar a vida (e ter água, por exemplo).
Será que somos os únicos seres vivos presentes em nosso sistema, ou nossa
galáxia, ou em nosso universo? Difícil saber. Todavia, é bem possível que nas
próximas décadas muitas descobertas sejam feitas e nos lancem a uma ética diferente
de compreensão de quem somos no cosmo. Esse é um ponto extremamente positivo da
ciência: a capacidade de permitir a crítica, mudar modelos e, assim, renovar
sempre.
Adaptado de:
https://barbacenaonline.com.br/a-busca-continua-pela-conquista-do-espaco-algumas-perspectivas-reflexivas-2/.
Acesso em: 29 de mar. 2024.
“[...] somente nas últimas décadas é que nossas tecnologias nos permitiram ir para além da Terra, a
partir de dispositivos como sondas e naves espaciais, satélites, telescópios e
radiotelescópios [...].”
Em relação ao emprego da palavra “que” destacada no trecho
apresentado, é correto afirmar que se trata de um(a)
- pronome que substitui uma palavra apresentada anteriormente na sentença, podendo ser substituído adequadamente por “quais”.
- palavra que integra a expressão de realce “é que”, a qual não possui nenhuma função sintática específica, servindo somente para realçar uma parte do sentido da sentença.
- pronome que introduz uma oração de valor adjetivo, a qual qualifica um termo empregado anteriormente, ou seja, “décadas”.
- conjunção que introduz uma oração de valor adverbial, ou seja, que exprime uma circunstância da ação expressa pelo verbo correspondente.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Comentário: A alternativa B é correta porque o vocábulo que, destacado na sentença, faz parte da expressão de realce é que. Essa construção não possui uma função sintática específica, mas atua como um mecanismo de ênfase, destacando a temporalidade na frase: “somente nas últimas décadas”. A presença do que intensifica a informação, sinalizando que a concessão das tecnologias foi um fenômeno recente e significativo. Quando retiramos essa expressão, a correção e o sentido da frase permanecem intactos, evidenciando que o que não desempenha um papel de pronome ou conjunção, mas sim um simples elemento de realce, enriquecendo assim a comunicação.
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