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Questão FC185134

CRÔNICA DO COTIDIANO – UM TAL DE VOUCHER Auridan Dantas Época de férias é uma onda. Tem de tudo um pouco: excursões, farofeiros, cruzeiros e simples viagens. Numa dessas viagens, u

Interpretação de Textos (Compreensão)

Instituto AOCP · 2022

CRÔNICA DO COTIDIANO – UM TAL DE VOUCHER

Auridan Dantas

Época de férias é uma onda. Tem de tudo um pouco: excursões, farofeiros, cruzeiros e simples viagens.
 
Numa dessas viagens, um colega beradeiro aprontou uma, pois jamais tinha ido a um hotel. No máximo, uma hospedagem numa Kombi – (não vou dizer o nome, senão ganho um inimigo). Ajudado por colegas, fez a reserva em um hotel, pela internet, e levou a família: esposa e dois filhos. Os colegas fizeram todos os demais procedimentos e entregaram a ele a confirmação da reserva.
 
Ao chegar ao hotel, o recepcionista perguntou se ele tinha trazido o VOUCHER. Ele de pronto respondeu: não. Só veio eu, a Gorete – minha esposa, o VALTER e o VOLBER – meus filhos. Não sei nem quem é esse tal de Voucher, e tenho pena dele, pois o cabra só nascer uma vez, e ainda ter um nome desses. É sacanagem dos pais.
 
Adaptado de: ARAÚJO, A. D.; DUMARESQ, M. A. M. C. Crônicas do cotidiano: as sagas de um beradeiro e uma enfermeira. Natal: IFRN, 2014. Acesso em: 14 out. 2022.

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
  1. o narrador conta uma história que ocorreu durante suas férias.
  2. a crônica explora classificações distintas do termo “Voucher”, como substantivo comum ou como substantivo próprio.
  3. o elemento central da crônica, o qual possibilita o humor, é o fato de que a personagem já havia se hospedado em uma Kombi.
  4. a personagem, ao responder o recepcionista, ficou em dúvida sobre o significado da palavra “voucher”, pois nunca havia se hospedado em um hotel.
  5. o narrador da crônica foi um dos colegas que ajudou a personagem a fazer a reserva no hotel.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Comentário: A alternativa B está correta ao afirmar que a crônica explora classificações distintas do termo “Voucher”, como substantivo comum ou como substantivo próprio. Isso porque o texto apresenta uma situação cômica em que o personagem, ao ser interrogado sobre o voucher, confunde o termo com um nome próprio, supostamente de uma pessoa, devido à sua ignorância sobre o que realmente significa.
O humor da crônica é construído a partir dessa confusão: o personagem não apenas ignora o significado do termo, mas também expressa pena de um suposto indivíduo chamado Voucher, refletindo uma visão ingênua e divertida da situação.
Portanto, o texto não apenas menciona o termo como um substantivo comum (referindo-se ao comprovante de reserva), mas também o caracteriza como se fosse um nome próprio, o que provoca a risada do leitor e revela a habilidade do autor em brincar com as palavras e as interpretações.

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