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Questão FC185294

CRÔNICA DO COTIDIANO – UM TAL DE VOUCHER Auridan Dantas Época de férias é uma onda. Tem de tudo um pouco: excursões, farofeiros, cruzeiros e simples viagens. Numa dessas viagens, u

Outras Questões de Português e Questões Mescladas (Interpretação de Textos ou Gramática)

Instituto AOCP · 2022

CRÔNICA DO COTIDIANO – UM TAL DE VOUCHER

Auridan Dantas

Época de férias é uma onda. Tem de tudo um pouco: excursões, farofeiros, cruzeiros e simples viagens.
 
Numa dessas viagens, um colega beradeiro aprontou uma, pois jamais tinha ido a um hotel. No máximo, uma hospedagem numa Kombi – (não vou dizer o nome, senão ganho um inimigo). Ajudado por colegas, fez a reserva em um hotel, pela internet, e levou a família: esposa e dois filhos. Os colegas fizeram todos os demais procedimentos e entregaram a ele a confirmação da reserva.
 
Ao chegar ao hotel, o recepcionista perguntou se ele tinha trazido o VOUCHER. Ele de pronto respondeu: não. Só veio eu, a Gorete – minha esposa, o VALTER e o VOLBER – meus filhos. Não sei nem quem é esse tal de Voucher, e tenho pena dele, pois o cabra só nascer uma vez, e ainda ter um nome desses. É sacanagem dos pais.
 
Adaptado de: ARAÚJO, A. D.; DUMARESQ, M. A. M. C. Crônicas do cotidiano: as sagas de um beradeiro e uma enfermeira. Natal: IFRN, 2014. Acesso em: 14 out. 2022.

Em relação ao excerto “[...] um colega beradeiro aprontou uma [...]”, assinale a alternativa correta.
  1. O termo “uma” não apresenta um referente recuperável textualmente.
  2. O verbo apresenta o mesmo sentido que em “Ele aprontou sua marmita e foi logo trabalhar”.
  3. O fato de que a expressão “aprontou uma” está incompleta (aprontou uma o quê?) faz com que o excerto seja de difícil compreensão por parte do leitor.
  4. O verbo, no excerto, faz parte da variedade culta da língua, com o sentido de “deixar algo pronto”.
  5. O termo “beradeiro” foi empregado incorretamente pelo cronista, o qual provavelmente queria dizer “boiadeiro”.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Comentário: A alternativa A é correta porque a expressão “aprontou uma” realmente não tem um referente explicitamente mencionável no texto anterior. Nesse contexto, o autor se refere a uma ação surpreendente do colega, mas o que exatamente ele "aprontou" permanece indefinido. Essa ambiguidade é parte do humor da crônica, uma vez que o personagem não sabe do que se trata o “voucher”, tornando a situação ainda mais cômica. A falta de um complemento claro para “uma” indica que não há uma recuperação textual que permita ao leitor identificar o que foi feito. Portanto, essa construção evidencia uma situação de confusão, reforçada pela própria ignorância do personagem sobre o termo em questão.

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