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Questão FC195314

O mundo, hoje, é aberto a qualquer tipo de pensamento, o livre pensar faz parte do princípio de liberdade dos povos. Depois de tantas lutas, e quando, finalmente, o mundo pode se c

Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)

Instituto AVALIA · 2024

Leia o texto para responder a questão abaixo.

A prisão de pensamentos

 

Nilson Lattari

 

O pensamento é uma forma de prisão. A afirmação pode parecer contundente, despropositada, oportunista. Ela pode ser tudo isso, e sim, ela pode ser tudo isso. Andar na contramão dos outros, pensar diferente em uma roda de amigos, ouvir conversas e aquela vontade de intervir, dizer que não é bem isso. Confessar que não se sabe muito sobre o assunto. Mas, seguramente, quando ouvir o que não faz nenhum sentido torna os nossos pensamentos grades onde nos confinamos.

   

É doce a liberdade de saber. Mas existe uma inveja em não saber nada, viver dos próprios pensamentos e conclusões e a partir do momento que perdemos tempo em nossas vidas para aprender, em vez de nos dar liberdade de entender o mundo, nos tornamos prisioneiros em buscar o sentido que o mundo deveria ter e não tem.

 

Entender o mundo é uma tentativa vã de causar um desentendimento dentro de nós mesmos. Este desentendimento se traduz quando nos sentimos deslocados e nos confinamos em uma bolha, achando que estamos livres, mas estamos presos dentro de nós mesmos.

 

O mundo, hoje, é aberto a qualquer tipo de pensamento, o livre pensar faz parte do princípio de liberdade dos povos. Depois de tantas lutas, e quando, finalmente, o mundo pode se comunicar por inteiro, nós nos perguntamos: o que fizemos da liberdade que conseguimos?

   

A liberdade é doce, mas precisamos, algumas vezes, fazer dieta. Torna-se muitas vezes perigoso demonstrar um pensamento que traz coerência para nós e deveria fazer sentido para muitos. Mas a coerência também perdeu a batalha e, assim como a liberdade, cada um tem a sua.

 

A prisão dos pensamentos só faz sentido para os prisioneiros. Há um isolamento espontâneo, procurado, porque, assim como no mito da caverna, é mais confortável acreditar nas sombras e aceitar o sentido que elas nos dão do que sair e encontrar a luz. A escuridão traz o conforto e o sono, a luz traz a obrigação de ver, sentir e sofrer com ela. A luz do sol nos traz calor e queimaduras, e nenhuma sombra para abrigar. Haverá coerência em sofrer para viver sob o sol? A questão é que o prisioneiro faz perguntas para tentar sair da prisão, e os livres querem as respostas, desde que não precisem sair na luz do sol.

Fonte: https://ofolhademinas.com.br/materia/39368/coluna/a-prisao-de-pensamentos.

 

“Depois de tantas lutas, e quando, finalmente, o mundo pode se comunicar por inteiro, nós nos perguntamos: o que fizemos da liberdade que conseguimos?”

 

O trecho apresentado foi reescrito de várias maneiras, com alterações em sua estrutura e pontuação. Assinale a alternativa cuja forma reescrita mantém o sentido original e encontra-se totalmente de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.

  1. Depois de tantas lutas, e quando o mundo pode finalmente se comunicar por inteiro, nós nos perguntamos o que fizemos da liberdade que conseguimos.
  2. Depois de tantas lutas, e quando, finalmente, o mundo, pode se comunicar por inteiro, nós, nos perguntamos: o que fizemos da liberdade que conseguimos?
  3. Depois de tantas lutas, e quando o mundo pode se comunicar por inteiro, finalmente nós nos perguntamos o que fizemos da liberdade que conseguimos.
  4. Depois de tantas lutas e, quando finalmente o mundo pode se comunicar por inteiro, nós nos perguntamos? O que fizemos da liberdade que conseguimos.
  5. Depois de tantas lutas, e quando o mundo pode se comunicar, finalmente, por inteiro, nós nos perguntamos o que fizemos da liberdade que conseguimos?
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa correta é: Depois de tantas lutas, e quando o mundo pode finalmente se comunicar por inteiro, nós nos perguntamos o que fizemos da liberdade que conseguimos.

Nesta reescrita, a estrutura da frase original é mantida, assim como seu sentido. Vamos analisar os elementos presentes:

  • Convenção da pontuação: A vírgula após "lutas" é necessária para separar o adjunto adverbial "Depois de tantas lutas" da oração principal. Também é apropriada a vírgula antes de "quando", isolando a oração subordinada.
  • Posicionamento de "finalmente": O advérbio "finalmente" é colocado de maneira que está relacionado diretamente ao verbo pode se comunicar, o que mantém a ideia original de que a comunicação surgiu após um longo esforço.
  • Relação entre as orações: A nova estrutura preserva a ideia de uma reflexão sobre a liberdade conquistada, na forma de uma pergunta indireta, refletindo o que foi expresso no texto original: "o que fizemos da liberdade que conseguimos."

Em síntese, a alternativa correta respeita a norma-padrão da Língua Portuguesa e mantém o sentido e a ênfase da frase original. Essa construção evidencia uma reflexão profunda sobre a liberdade e a comunicação, fundamentais nos nossos dias. Assim, a reescrita não só é gramaticalmente correta, como também mantém a essência filosófica do trecho original.

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