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Questão FC195394

O mundo, hoje, é aberto a qualquer tipo de pensamento, o livre pensar faz parte do princípio de liberdade dos povos. Depois de tantas lutas, e quando, finalmente, o mundo pode se c

Questões sem classificação de assunto (Língua Portuguesa (Português))

Instituto AVALIA · 2024

Leia o texto para responder a questão abaixo.

A prisão de pensamentos

 

Nilson Lattari

 

O pensamento é uma forma de prisão. A afirmação pode parecer contundente, despropositada, oportunista.D Ela pode ser tudo isso, e sim, ela pode ser tudo isso. Andar na contramão dos outros, pensar diferente em uma roda de amigos, ouvir conversas e aquela vontade de intervir, dizer que não é bem isso. Confessar que não se sabe muito sobre o assunto. Mas, seguramente, quando ouvir o que não faz nenhum sentido torna os nossos pensamentos grades onde nos confinamos.

   

É doce a liberdade de saber. Mas existe uma inveja em não saber nada, viver dos próprios pensamentos e conclusões e a partir do momento que perdemos tempo em nossas vidas para aprender, em vez de nos dar liberdade de entender o mundo, nos tornamos prisioneiros em buscar o sentido que o mundo deveria ter e não tem.

 

Entender o mundo é uma tentativa vã de causar um desentendimento dentro de nós mesmos. Este desentendimento se traduz quando nos sentimos deslocados e nos confinamos em uma bolha, achando que estamos livres, mas estamos presos dentro de nós mesmos.

 

O mundo, hoje, é aberto a qualquer tipo de pensamento, o livre pensar faz parte do princípio de liberdade dos povos. Depois de tantas lutas, e quando, finalmente, o mundo pode se comunicar por inteiro, nós nos perguntamos: o que fizemos da liberdade que conseguimos?

   

A liberdade é doce, mas precisamos, algumas vezes, fazer dieta. Torna-se muitas vezes perigoso demonstrar um pensamentoC que traz coerência para nós e deveria fazer sentido para muitos.E Mas a coerência também perdeu a batalha e, assim como a liberdade, cada um tem a sua.

 

A prisão dos pensamentos só faz sentido para os prisioneiros.B Há um isolamento espontâneo, procurado, porque, assim como no mito da caverna, é mais confortável acreditar nas sombras e aceitar o sentido que elas nos dão do que sair e encontrar a luz. A escuridão traz o conforto e o sono, a luz traz a obrigação de ver, sentir e sofrer com ela. A luz do sol nos traz calor e queimaduras, e nenhuma sombra para abrigar. Haverá coerência em sofrer para viver sob o sol?A A questão é que o prisioneiro faz perguntas para tentar sair da prisão, e os livres querem as respostas, desde que não precisem sair na luz do sol.

Fonte: https://ofolhademinas.com.br/materia/39368/coluna/a-prisao-de-pensamentos.

 

Assinale a alternativa que apresenta, para o trecho entre aspas, uma correspondente forma reescrita, com alterações totalmente de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.

  1. “Haverá coerência em sofrer para viver sob o sol?” — Haverão coerências em sofrer para viver sob o sol?
  2. “A prisão dos pensamentos só faz sentido para os prisioneiros” — A prisão dos pensamentos só fazem sentido para os prisioneiros.
  3. “Torna-se muitas vezes perigoso demonstrar um pensamento” — Tornam-se muitas vezes perigosos demonstrar pensamentos.
  4. “A afirmação pode parecer contundente, despropositada, oportunista” — As afirmações podem parecerem contundentes, despropositadas, oportunistas.
  5. “Torna-se muitas vezes perigoso demonstrar um pensamento que traz coerência para nós e deveria fazer sentido para muitos” — Torna-se muitas vezes perigoso demonstrarmos um pensamento que traz coerência para nós e deveria fazer sentido para muitos.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Na alternativa correta, a frase original “Torna-se muitas vezes perigoso demonstrar um pensamento que traz coerência para nós e deveria fazer sentido para muitos” foi reescrita como “Torna-se muitas vezes perigoso demonstrarmos um pensamento que traz coerência para nós e deveria fazer sentido para muitos.”

Precisamos notar duas principais alterações:

1. **Mudança do verbo**: A palavra “demonstrar” foi alterada para “demonstrarmos”. Essa mudança é crucial, pois, na norma-padrão da Língua Portuguesa, o uso do verbo no infitivo com uma preposição como “para” requer a forma verbal que reflete a primeira pessoa do plural (“nós”). Ao dizermos “demonstrarmos”, enfatizamos que o sujeito da ação é nós, e não uma terceira pessoa.

2. **Concordância**: A alteração feita na frase não apenas mantém a coerência da ideia original, como também respeita a norma culta do português, garantindo que a frase sofra um ajuste que a torna gramaticalmente correta e mais apropriada ao contexto formal da língua.

Dessa forma, a reescritura apresentada na alternativa é um ótimo exemplo de adequação linguística, mostrando que a atenção à forma verbal e à concordância é fundamental na construção de frases adequadas e que obedecem às normas da Língua Portuguesa.

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