Questão FC212626
Considere o seguinte caso: a autoridade administrativa competente, ao proferir decisão em processo administrativo, aplicou sanção a uma empresa privada pelos motivos de fato e de d
Atos Administrativos
VUNESP · 2019
Considere o seguinte caso: a autoridade administrativa competente, ao proferir decisão em processo administrativo, aplicou sanção a uma empresa privada pelos motivos de fato e de direito que constaram de parecer elaborado pela área técnica a ela subordinada. Ocorre que o parecer que constou do processo administrativo foi nele juntado por erro, pois tratava de outro caso concreto, sem relação com aquele decidido. Nesse contexto, a decisão proferida pela autoridade administrativa é
- inexistente, porque proferida com vício de objeto.
- nula, porque proferida com vício de motivação.
- anulável, porque o erro material pode ser convalidado pela autoridade superior.
- inválida, porque deve ser objeto de retratação pela autoridade que proferiu a decisão.
- válida, porque o erro é material e pode ser sanado por simples retificação pela autoridade hierarquicamente superior.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa correta é a letra B: nula, porque proferida com vício de motivação.
Neste caso, a decisão da autoridade administrativa é considerada nula devido ao vício de motivação. Isso ocorre porque a motivação, que deve ser fundamentada em fatos e direitos pertinentes ao caso, foi baseada em um parecer que, na verdade, tratava de outro caso.
Um ato administrativo precisa ter uma motivação adequada e correta que justifique a decisão tomada. A motivação deve refletir a realidade do caso em questão e, se for comprovado que a decisão foi fundamentada em informações erradas, essa decisão ficará comprometida. Na situação apresentada, o parecer anexo ao processo não só estava incorreto, como se referia a um fato distinto, o que gera uma falha grave na fundamentação da sanção.
Os princípios de legalidade e transparência no processo administrativo impõem que as decisões sejam tomadas com critérios claros e precisos. Portanto, quando há um erro na motivação, como neste caso, o ato se torna nulo. Um ato nulo não pode ser convalidado, pois não atende aos requisitos legais mínimos necessários para sua validade.
Essa análise nos leva a concluir que, ao aplicar uma sanção com base em um parecer que não diz respeito ao caso, a administração pública excedeu sua competência legal, resultando na nulidade da decisão. Assim, a alternativa B destaca a gravidade do vício de motivação e a importância de decisões administrativas bem fundamentadas.
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