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Questão FC212644

Suponha que o chefe de uma determinada Seção Administrativa, agindo dentro de sua competência legal, opte por nomear determinado servidor em função de confiança, sob a justificativ

Poderes e Deveres da Administração

VUNESP · 2018

Suponha que o chefe de uma determinada Seção Administrativa, agindo dentro de sua competência legal, opte por nomear determinado servidor em função de confiança, sob a justificativa de que tal servidor possui as características pessoais ideais para o desempenho da função. Imagine, porém, que, após algumas semanas da nomeação, venha a público a informação de que a nomeação se deu com a principal finalidade de redistribuir a outro servidor processo administrativo cuja responsabilidade incumbia à época da nomeação ao servidor contemplado com a função de confiança.

 

A respeito dessa situação hipotética, é correto afirmar que se trata de caso de

  1. exercício regular de direito, o qual independe de motivação para a sua validade, não podendo ser anulado.
  2. abuso de poder, o qual se verifica quando o agente público age de forma arbitrária, assumindo atribuições impróprias para as suas funções.
  3. desvio de dever funcional, o qual se verifica quando o agente público deixa de praticar ato de ofício, ou o retarda, com a finalidade exclusiva de gerar vantagem a terceiro.
  4. excesso de poder, o qual se verifica quando o agente público exorbita as suas competências, agindo de forma ilegal.
  5. desvio de finalidade, o qual se verifica quando o agente público, embora dentro de sua competência, afasta-se da finalidade prevista na lei para a prática do ato.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A resposta correta é a alternativa E, que se refere ao desvio de finalidade. Este conceito é fundamental no direito administrativo e ocorre quando um agente público, apesar de agir dentro de sua competência legal, realiza um ato com um objetivo diferente daquele previsto pela legislação.

No cenário da questão, o chefe da Seção Administrativa nomeou um servidor em função de confiança alegando que este possuía as características necessárias para o desempenho da função. Contudo, a motivação real por trás dessa nomeação foi a intenção de redistribuir um processo administrativo para outro servidor, algo que não se alinhava com a finalidade original da nomeação.

O desvio de finalidade é um tipo de abuso de poder, pois revela que a intenção do agente não estava em servir o interesse público, mas sim atender a uma necessidade particular ou circunstancial. Essa prática compromete a legalidade e a moralidade administrativa, pois desvirtua a razão pela qual a função de confiança deveria ter sido atribuída.

Assim, mesmo que o ato de nomeação tenha sido realizado por alguém com competência para fazê-lo, a finalidade diversificada pela qual ele foi praticado caracteriza o desvio de finalidade, tornando o ato juridicamente questionável e vulnerável a anulações.

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