Questão FC213264
A globalização é, de certa forma, o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista. [...] No fim do século XX e graças aos avanços da ciência, produziu- se um sistem
Política
CESGRANRIO · 2024
A globalização é, de certa forma, o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista. [...] No fim do século XX e graças aos avanços da ciência, produziu- se um sistema de técnicas presidido pelas técnicas da informação, que passaram a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e assegurando ao novo sistema técnico uma presença planetária. Só que a globalização não é apenas a existência desse novo sistema de técnicas. Ela é também o resultado das ações que asseguram a emergência de um mercado dito global, responsável pelo essencial dos processos políticos atualmente eficazes.
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal.
Rio de Janeiro: Record, 2000. p. 23-24. Adaptado.
Essas técnicas da informação são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas transnacionais, aprofundando, assim, a desigualdade planetária.
No bojo das transformações do mundo do trabalho, tais mudanças em escala global provocaram a(o)
- expansão do emprego formal e o fortalecimento dos sindicatos
- precarização do trabalho e o enfraquecimento do ativismo sindical
- elevação dos níveis salariais e a estabilidade do mercado de trabalho
- fortalecimento do papel do estado-nação e a redução da pobreza
- crescimento dos níveis de desemprego e a expansão da proteção social
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa correta — precarização do trabalho e o enfraquecimento do ativismo sindical — sintetiza as consequências das transformações globais descritas por Milton Santos.
As técnicas da informação e a integração global permitem que empresas transnacionais desloquem produção, fragmentem processos e coordenem cadeias de valor em escala mundial.
Isso pressiona pela flexibilização dos contratos: aumento de terceirizações, temporários, bicos e trabalho informal, reduzindo a estabilidade e os direitos trabalhistas.
Ao mesmo tempo, a mobilidade do capital e a concorrência internacional diminuem o poder de barganha dos trabalhadores, tornando mais difícil organizar greves ou negociar coletivamente.
Consequentemente, sindicatos perdem representatividade e capacidade de ação: setores fragmentados, locais de trabalho dispersos e estratégias antissindicais fragilizam o ativismo sindical.
Em suma: a globalização técnica gera formas de trabalho mais instáveis — precarização — e enfraquece as instituições coletivas capazes de defender direitos — o enfraquecimento do ativismo sindical.
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