Questão FC217104
Aniversário de amizade As pessoas comemoram aniversários de namoro e de casamento e jamais lembram os marcos das amizades. A amizade repousa num tempo indefinido e vago, sem festa,
Semântica
VUNESP · 2025
Aniversário de amizade
As pessoas comemoram aniversários de namoro e de casamento e jamais lembram os marcos das amizades. A amizade repousa num tempo indefinido e vago, sem festa, sem torta e sem parabéns. É uma omissão injusta. Favorecemos as amarras do romance e descuidamos dos laços da fraternidade.
Ninguém festeja a data em que se conheceu um amigo muito especial. Fabrício percebeu a lacuna quando Eduardo, seu amigo que morava em São Paulo, lembrou-lhe de que em 15 de agosto completariam 20 anos de amizade. Combinaram de jantar nesse dia para comemorar as bodas de porcelana da amizade.
Amigo é algo tão sério que deveríamos pedir o ombro da pessoa para os seus pais. Se pedimos a mão da mulher em casamento, o ideal seria solicitar o ombro leal e fiel de nosso amigo com a mesma solenidade, olhando nos olhos dos pais dele e prometendo sinceridade e cuidado para a vida toda. Amigo é destino, amigo é vocação, é amor de anjo, é inocência de intenção.
Temos que frequentar a casa e a família, ir a enterros e nascimentos, suportar a intimidade das contradições e oferecer conselhos. Pelo jeito, Fabrício e Eduardo chegarão às bodas de ouro. Faltam ainda trinta anos, mas não tiveram nenhuma discussão de relacionamento ao longo da cumplicidade de ambos.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. Adaptado)
No trecho do parágrafo — Fabrício percebeu a lacuna quando Eduardo, seu amigo que morava em São Paulo, lembrou-lhe de que em 15 de agosto completariam 20 anos de amizade. Combinaram de jantar nesse dia para comemorar as bodas de porcelana da amizade. —, as palavras destacadas estabelecem, respectivamente, sentido de
- conclusão e assunto.
- explicação e causa.
- tempo e finalidade.
- condição e modo.
- causa e oposição.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Quando, na oração “Fabrício percebeu a lacuna quando Eduardo … lembrou‑lhe…”, funciona como conjunção subordinativa que introduz uma oração adverbial de tempo, indicando o momento em que se deu a percepção.
Para, em “Combinaram de jantar nesse dia para comemorar as bodas…”, apresenta‑se como preposição que liga o verbo no infinitivo e introduz uma oração reduzida de infinitivo com valor de finalidade, explicitando o propósito da combinação.
Em síntese: quando marca o instante (tempo) em que o fato ocorreu; para expressa a intenção ou objetivo (finalidade) da ação.
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