Questão FC217286
Leia o texto para responder à questão. O verdadeiro sentido da vida Na estúpida corrida para bater recordes de acumulação de riquezas, o verdadeiro sentido da vida tende a ficar pa
Regência
VUNESP · 2024
Leia o texto para responder à questão.
O verdadeiro sentido da vida
Na estúpida corrida para bater recordes de acumulação de riquezas, o verdadeiro sentido da vida tende a ficar para trás. Continua gozando de maior respeito um homem rico do que um sábio. O primeiro é mais visível, possui acessórios caros; impõe-se pela capacidade de comprar soluções; o segundo, por evitar comprá-las, pois não gera problemas. Um mede seu êxito pelo tamanho da inveja que suscita; o outro, pela arte de insuflar satisfação, pois ele compreendeu que não é feliz quem mais tem, mas quem mais se satisfaz com o que tem.
O novo milênio deverá promover o resgate da sabedoria entre os seres humanos e, portanto, a capacidade de viver de forma harmoniosa em relação tanto aos semelhantes quanto à natureza. Sinais dessa mudança se notam pela preocupação ainda tímida, mas já evidente, da “responsabilidade social”, algo humano e ambientalmente correto que começa a ser compreendido como fator fundamental e indissociável das atividades econômicas.
Embora o lucro continue a ser condição básica, pois sem ele nenhuma empresa consegue permanecer em atividade, surge com vigor nas grandes corporações, e até nas pequenas empresas, a necessidade da ação correta, aquela que distribui não apenas dividendos, mas ajudas ao desenvolvimento humano.
O desempenho de uma empresa passou a ser avaliado, com intensidade crescente nos meios mais atentos, por um conjunto de valores não apenas econômicos e não necessariamente materiais. Hoje, e ainda mais no futuro, a importância e as perspectivas de longevidade da empresa se atrelam ao respeito de interesses difusos e à superação de sofrimentos humanos.
Mais vale uma empresa com um lucro modesto, mas com papel definido de utilidade social, do que uma empresa com um monumental lucro sem méritos sociais. A primeira terá vida mais fácil que a outra, gozando de simpatia, de apoio, de gratidão – valores imateriais que conspiram hoje, e conspirarão ainda mais no futuro, para o sucesso.
Quem compreender isso é um afortunado que distribuirá meios para uma vida melhor.
(Vittorio Medioli. Em: https://www.otempo.com.br/opiniao, 28.09.2024. Adaptado)
A regência nominal atende à norma-padrão em:
- No modelo econômico contemporâneo, existe mais interesse com os recordes de acumulação de riquezas do que bem-estar.
- É preferível uma empresa com um lucro modesto do que uma outra com lucro monumental, mas sem méritos sociais.
- O homem sábio é zeloso à arte de insuflar satisfação, pois compreendeu que é mais feliz quem se satisfaz com o que tem.
- Para desempenharem um papel definido de utilidade social, as empresas têm a incumbência de promover o bem-estar humano.
- Já é perceptível de quem atua em uma empresa que as relações estabelecidas entre elas e seus funcionários vêm mudando.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A frase está correta porque respeita a regência nominal do substantivo incumbência, que exige a preposição de para introduzir o complemento: "incumbência de algo/ação".
Na oração, "as empresas têm a incumbência de promover o bem‑estar humano", o infinitivo promover funciona como complemento nominal, ligado por "de" ao substantivo "incumbência".
Observe também a concordância: o verbo "têm" está no plural, concordando com o sujeito "as empresas", e o infinitivo permanece invariável, expressando a tarefa atribuída a elas.
Portanto, a construção é normativa e clara: incumbência de + infinitivo é a combinação exigida pela regência nominal.
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