Questão FC217364
Leia o texto para responder à questão abaixo. Não importa se é Natal, Dia das Crianças, aniversário. Todo ano, eu ouço o mesmo pedido de presente dos meus filhosa quando uma data d
Regência
VUNESP · 2024
Leia o texto para responder à questão abaixo.
Não importa se é Natal, Dia das Crianças, aniversário.
Todo ano, eu ouço o mesmo pedido de presente dos meus filhosa quando uma data dessas se aproxima: “Mamãe, me dá um celular? Todo mundo tem menos eu”. E a minha resposta tem sido sempre a mesma: “só aos 13 anos”. Nos últimos tempos, porém, alguns movimentos estão me fazendo repensar a decisão. Tanto no Brasil quanto fora crescem as mobilizações de pais e especialistasb para retardar ainda mais a entrega de celular aos filhos.c
Nos Estados Unidos, por exemplo, há um movimento que incentiva pais a assumir um compromisso com outras famílias de só entregar um smartphone ao filho no final do oitavo ano escolar. Segundo eles, 10 anos é hoje a idade média com que as crianças americanas ganham o primeiro aparelho e isso se deve sobretudo a um motivo: “pressão social irrealista”d. De novo, o clássico “todo mundo tem, menos eu”.
O site do movimento alerta que os smartphones são potencialmente perigosos para as crianças por uma lista extensa de motivos. Os mais assustadores se baseiam em pesquisas que, além de impactos na escola, mostram que a dependência do celular pode produzir respostas cerebrais semelhantes à produzida por álcool, drogas e jogo. “Smartphones são como máquinas caça-níqueis nos bolsos infantis constantemente persuadindo as crianças a usá-los cada vez mais”, afirmam os organizadores do movimento. “Esses dispositivos estão mudando rapidamente a infância das crianças. Brincar ao ar livre, passar tempo com amigos, ler livrose e sair com a família estão sendo trocados por horas de bate-papo em redes sociais e aplicativos de mensagens. Pais sentem-se impotentes nessa difícil batalha e precisam de apoio”, acrescentam.
(Luciana Garbin. Celular aos 14 anos e rede social aos 16? Por que campanha que cresce no País e fora merece atenção. www.estadao.com.br, 19.06.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser substituída pelo que está entre colchetes, preservando a norma-padrão de emprego do acento indicativo de crase.
- Todo ano, eu ouço o mesmo pedido [à mesma solicitação] de presente dos meus filhos…
- Tanto no Brasil quanto fora crescem as mobilizações [às movimentações] de pais e especialistas…
- … as mobilizações de pais e especialistas para retardar ainda mais a entrega de celular aos filhos [às crianças].
- … ganham o primeiro aparelho e isso se deve sobretudo a um motivo [à uma razão]: “pressão social irrealista”.
- Brincar ao ar livre [à céu aberto], passar tempo com amigos, ler livros…
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
Certo
Comentário do professor
Por que a substituição está correta: na expressão original, entrega de celular aos filhos, o termo aos é a junção da preposição "a" exigida pelo verbo entregar (indica destinatário) com o artigo definido plural "os".
Ao trocar filhos por crianças, mantém‑se a necessidade da preposição "a" e passa‑se a ter o artigo definido plural feminino "as" anteposto a crianças. A união desses elementos gera a forma contraída às (a + as), isto é, há crase.
Portanto, a substituição por às crianças preserva a norma‑padrão: mantém‑se a preposição exigida e ocorre a contração com o artigo feminino plural, justificando o acento indicativo de crase.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em