Questão FC217375
Um Oscar para a coragem Já conquistamos cinco Copas do Mundo, mas nunca tivemos um Prêmio Nobel e até anteontem jamais havíamos levado um Oscar. De certa forma, isto nos resumia: u
Concordância (Verbal e Nominal)
VUNESP · 2025
Um Oscar para a coragem
Já conquistamos cinco Copas do Mundo, mas nunca tivemos um Prêmio Nobel e até anteontem jamais havíamos levado um Oscar.
De certa forma, isto nos resumia: um país bom de bola, mas ruim do resto.
Não mais: o Brasil finalmente entrou para o time dos laureados com o principal prêmio do cinema mundial, ganhando como melhor filme de língua não inglesa com a produção Ainda Estou Aqui.
Isso não significa, é claro, que de uma hora para outra o cinema brasileiro tenha se tornado uma potência capaz de ombrear com a indústria de países com muito mais tradição nessa arte.
No entanto, o prêmio para Ainda Estou Aqui aponta o amadurecimento dos artistas e profissionais brasileiros nessa arte que comove e diverte o mundo há mais de um século.
É muito provável que essa vitória atraia mais curiosidade no exterior sobre o cinema brasileiro e acalente os sonhos dos jovens diretores daqui.
Dito isso, mesmo que não tivesse sido o primeiro filme brasileiro a conquistar um Oscar, Ainda Estou Aqui tem um significado extraordinário para o País, como poucas obras de arte tiveram em nossa história.
À medida que o filme passou a ganhar visibilidade, críticas positivas e prêmios no exterior, instalou-se no País um sentimento que só costumamos ver em época de Copas do Mundo.
Quando a atriz espanhola Penélope Cruz anunciou o Oscar para o longa dirigido por Walter Salles, o Brasil explodiu em celebração.
Tanto entusiasmo não é exagero.
Como destacou Fernanda Torres, atriz principal do filme, o fato de uma produção falada em português ter recebido três indicações ao Oscar – melhor filme, melhor atriz e melhor filme estrangeiro – já era um feito.
Ancorado na atuação impecável de Fernanda Torres, agora um talento internacionalmente reconhecido, o filme conseguiu, com sutileza e sobriedade, retratar a vida de inúmeras famílias.
Com isso, a produção transformou um tema local em algo universal.
Ao decidir narrar a história dos Paiva na atual conjuntura, portanto, o diretor Walter Salles foi particularmente corajoso, sobretudo porque deu visibilidade à aguerrida Eunice, que lutou para preservar sua família e perseverou em busca de justiça.
Só isso já é digno de aplausos.
Nem precisava de Oscar.
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 04.03.2025. Adaptado)
A concordância atende à norma-padrão em:
- É muito provável que, com essa vitória e mais curiosidade no exterior sobre o cinema brasileiro, sejam acalentado os sonhos dos jovens diretores daqui.
- Os prêmios para Ainda Estou Aqui vêm mostrar que artistas e profissionais brasileiros nessa arte agora dispõem de mais maturidade para comover e divertir.
- O fato de ter ganhado o Oscar não significa que o Brasil se tornou uma potência capaz de concorrer com países que tem mais tradição na arte do cinema.
- Embora cinco Copas do Mundo já houvesse sido ganho, um Prêmio Nobel e um Oscar faltava ainda ao Brasil. Mas isso mudou no dia 02 de março de 2025.
- À medida que o filme passou a ganhar visibilidade, veio críticas positivas e prêmios no exterior, instalou- se no País emoções semelhante à de época de Copas do Mundo.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A frase correta apresenta concordância verbal adequada: Os prêmios (sujeito plural) exige o verbo no plural vêm, por isso “vêm mostrar” está certo.
No segmento subordinado introdzido por “que”, o sujeito é composto: artistas e profissionais brasileiros nessa arte. Sendo plural, o verbo deve concordar no plural: dispõem.
As formas “para comover e divertir” são verbos no infinitivo e funcionam como complemento de finalidade; não alteram a concordância verbal.
Portanto, a oração mantém coerência: verbos flexionados conforme seus sujeitos plurais, respeitando a norma-padrão e evitando o erro comum de usar formas singulares.
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