Questão FC217388
Brincar: distração e necessidade Brincadeiras, ainda que vistas como mera distração, desenvolvem várias habilidades, ou seja, brincar é uma necessidade. “Na interação com outras cr
Concordância (Verbal e Nominal)
VUNESP · 2024
Brincar: distração e necessidade
Brincadeiras, ainda que vistas como mera distração, desenvolvem várias habilidades, ou seja, brincar é uma necessidade.
“Na interação com outras crianças, é necessário olhar no olho, esperar o outro falar, escutar o que ele tem a dizer e pensar juntos em uma mesma brincadeira”, explica Aline De Rosa, especialista em desenvolvimento infantil.
Segundo a psicopedagoga Neide de Aquino, da PUC de São Paulo, ao brincar, os pequenos aprendem sobre eles mesmos, descobrem em quais atividades têm maior aptidão e em quais sentem mais dificuldade. Eles entram em contato com suas preferências ao descobrir do que gostam ou não de brincar.
Esse autoconhecimento envolve emoções. É comum que, durante uma brincadeira, a criança precise lidar com o sentimento de frustração. Seja porque perdeu em algum jogo ou porque não conseguiu executar determinada brincadeira, mas a frustração pode ser positiva, desde que os pequenos aprendam a superá-la. E os adultos devem ajudar as crianças nessa tarefa.
Não são apenas as crianças que participam das brincadeiras. Pais, responsáveis e cuidadores também devem fazê- lo, mas com prudência. Isso porque a função dos adultos é a de ser um facilitador das brincadeiras, mas sem estimular competição, punir ou fazer comparações. O mais indicado é dar autonomia à criança para que ela decida a forma como vai brincar. “A criança precisa brincar no tempo dela e não no tempo do adulto”, afirma Neide.
Para Aline, “Brincar é aquilo que acontece de forma livre, que a criança determina o que será feito e como será feito”. E isso não é o que acontece com as telas. “As imagens chegam prontas para a criança. Ela não precisa criar, se movimentar, nem se relacionar com nada ou ninguém. Sem nenhum esforço, ela recebe uma enorme carga de prazer.” Esse comportamento pode diminuir a criatividade. “São crianças que podem ver muitos brinquedos na sua frente e não vão saber o que fazer, porque nada é tão fácil quanto olhar para uma tela”, afirma a especialista.
Foi na tentativa de fugir desses efeitos que Stella C. adotou o hábito de passear com o filho, visitando praças, teatros, bibliotecas e exposições. O resultado, conforme ela conta, é que seu filho de 3 anos mal sente falta de televisão, celular e tablets.
Foi na tentativa de fugir desses efeitos que Stella C. adotou o hábito de passear com o filho, visitando praças, teatros, bibliotecas e exposições. O resultado, conforme ela conta, é que seu filho de 3 anos mal sente falta de televisão, celular e tablets.
(Guilherme Santiago. https://www.estadao.com.br/ saude/por-que-e-importante-propor-brincadeiras-variadas-para-o- -desenvolvimento-das-criancas/?utm_source=estadao:mail. Adaptado)
Assinale a alternativa cuja frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal.
- Durante as brincadeiras, a criança deve determinar por ela mesmo o que será feito e como será feito.
- Faz parte do crescimento das crianças saber que haverá dias em que tédio e tristeza estarão presentes.
- Vista as alterações que a internet provocou na sociedade, vale refletir sobre o ato de brincar e sua significação.
- Para uma interação saudável, exige-se duas posturas de crianças e adultos: esperar o outro falar e escutar o que ele tem a dizer.
- Parques, bibliotecas, exposições estão à disposição de todos, portanto, não falta atividades para cativar os pequenos.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A frase está correta porque o núcleo da oração principal é o verbo faz, que aparece no singular por ter como sujeito uma oração substantiva: "saber que haverá dias em que tédio e tristeza estarão presentes". Esse tipo de sujeito — uma oração — exige que o verbo da oração principal concorde no singular: faz parte.
Dentro da oração-subjeto, o verbo haver em "haverá dias" é usado no sentido de existir e, por isso, é impessoal, ficando invariavelmente na 3.ª pessoa do singular (haverá).
Por fim, "tédio e tristeza" constitui sujeito composto dessa oração interna, daí a forma verbal estarão no plural, em concordância adequada com os dois termos.
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