Questão FC217434
Recuemos cinco séculos no tempo. Vemos uma Europa, que então era o mundo, saída da Idade Média, possuída pela febre tão inquietante quanto bela e fértil do Renascimento, e paradoxa
Concordância (Verbal e Nominal)
VUNESP · 2024
Recuemos cinco séculos no tempo. Vemos uma Europa, que então era o mundo, saída da Idade Média, possuída pela febre tão inquietante quanto bela e fértil do Renascimento, e paradoxalmente, envolta em guerras religiosas e conquistas.
Na Península Ibérica, a inquietação criadora tomou outra forma. Povos de navegadores não mais se conformavam em olhar e apenas imaginar o que haveria além do horizonte atlântico. Pagaram para ver, com risco de suas próprias vidas. Tomando o rumo oeste em pequenas embarcações, Colombo (1492) e Cabral (1500) descobriram o Novo Mundo.
Havia, no entanto, muito a descobrir. Desde o fim do século XIII, os europeus sabiam da existência do Grande Império da China, através da narrativa de Marco Polo que lá vivera cerca de 20 anos. Em seu livro, ele fazia referência ao Japão como um país fantasticamente rico, inatingido, localizado ao lado da costa chinesa. Todavia, dois séculos e meio transcorreriam antes que um europeu pisasse em território dos japoneses.
Com a chegada a Tanegashima, praticamente os portugueses completaram seus postulados, desenhos dos continentes e mares, que constituíam os primeiros mapas de navegação.
No primeiro encontro em Tanegashima, os japoneses conheceram a espingarda, que iria alterar profundamente o comportamento bélico de um povo exímio no uso da espada e do arco e flecha. Em 1546, três anos após o primeiro encontro, três naus portuguesas chegaram a Kyushu, dando início ao intercâmbio comercial com o Japão. Durante quatro décadas, até 1587 (quando chegam os espanhóis), os portugueses foram os únicos parceiros europeus no intercâmbio com o Japão.
(Aliança Cultural Brasil-Japão. Cultura Japonesa: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba. Adaptado)
A concordância nominal atende à norma-padrão em:
- Os portugueses tinham bastantes interesses comerciais com os japoneses, parceiros desde 1546.
- Apesar da frenesi renascentista bela e fértil, guerras religiosas e conquistas ainda aconteciam.
- Foi narrado por Marco Polo, que morou cerca de vinte anos na China, a existência desse lugar.
- Colombo e Cabral viram como necessário a busca de novas terras e chegaram ao Novo Mundo.
- Um e outro países europeus estabeleceram relações comerciais com o Japão a partir do século XVI.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Na frase Os portugueses tinham bastantes interesses comerciais com os japoneses, parceiros desde 1546, a concordância nominal está correta porque o termo bastantes concorda em número com o substantivo que modifica: interesses, núcleo do sintagma nominal, está no plural, portanto bastantes também deve aparecer no plural.
Semântica: bastantes aqui equivale a muitos, funcionando como quantificador/pronome indefinido que exige concordância com o substantivo.
Além disso, a aposição parceiros está em plural, em acordo com os japoneses (ou com o conjunto plural mencionado), mantendo a correção da frase segundo a norma-padrão.
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