Questão FC217506
Se 2022 foi de incerteza, 2023 se mostrou o ano da desigualdade. Assim começa o relatório no qual o Banco Mundial revisita o que foi o ano passado para o planeta em nove gráficos r
Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
VUNESP · 2024
Se 2022 foi de incerteza, 2023 se mostrou o ano da desigualdade. Assim começa o relatório no qual o Banco Mundial revisita o que foi o ano passado para o planeta em nove gráficos relacionados à pobreza, à dívida externa, ao crescimento econômico e às mudanças climáticas. É um documento sintético, objetivo e apropriado ao contexto de fóruns internacionais como o Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos entre 15 e 19 de janeiro de 2024, ao olhar para múltiplas crises em curso, radiografar resultados sem ideologias e chamar a atenção para caminhos possíveis no enfrentamento de alguns dos nossos maiores problemas. E, pelo que afirma o Banco Mundial, a desigualdade é decididamente omaior deles no momento.
O diagnóstico é claro: o combate à pobreza estagnou. Na fatia dos mais pobres entre os pobres do mundo, 2023 chegou ao fim com algo em torno de 700 milhões de pessoas sobrevivendo com menos de R$ 10,50 por dia. Esse número era 40% menor em 2010. Os dados mostram que os efeitos da pandemia de Covid-19 ainda são sentidos, especialmente entre os países de baixíssima renda. Progressos anteriores foram neutralizados. Além disso, há as ameaças trazidas pelas mudanças climáticas, por conflitos, violência e insegurança alimentar, chagas que dificultam a recuperação das economias.
O documento fala numa sucessão de tragédias ao longo do ano que mancharam a economia e a vida nesses países – e não apenas conflitos como a invasão russa na Ucrânia ou eventos extremos no clima, mas inflação mais elevada, taxas de juros mais altas, redução do investimento, crescimento insuficiente e elevação da dívida externa das nações mais pobres. Trata-se de um cenário sombrio, sobretudo quando se constata que, embora as disparidades tenham aumentado na maioria dos lugares, os últimos anos haviam assistido à redução das desigualdades entre os países – fruto do crescimento acelerado na faixa média da distribuição global da renda e no grupo dos chamados “super ricos”, aquelas pessoas do topo da pirâmide global. O crescimento de pessoas de renda relativamente baixa dos países mais pobres e pessoas muito ricas dos países mais ricos se somou a uma espécie de estagnação das classes médias tradicionais na Europa, na América do Norte e na América Latina.
(https://www.estadao.com.br/opiniao/desigualdade-alem-da-renda/. 22.01.2024. Adaptado)
Considere os trechos:
Assim começa o relatório no qual o Banco Mundial revisita o que foi o ano passado... (1º parágrafo)
O documento fala numa sucessão de tragédias ao longo do ano que mancharam a economia e a vida nesses países... (3º parágrafo)
Os termos em destaque podem ser, correta e respectivamente, substituídos por:
- em que ... as quais
- de que ... das quais
- a que ... nas quais
- em que ... das quais
- a que .... as quais
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Gabarito
A
Comentário do professor
Na frase “Assim começa o relatório no qual o Banco Mundial revisita...”, o destaque exerce a função de adjunto adverbial (ideia de lugar: onde o Banco Mundial revisita). Essa noção exige preposição; por isso, a substituição por em que mantém a preposição necessária e a coesão com “relatório”.
Em “O documento fala numa sucessão de tragédias... que mancharam a economia...”, o pronome relativo retoma “tragédias” e funciona como sujeito do verbo “mancharam”. Sujeito não admite preposição; portanto, a forma adequada é um pronome relativo não preposicionado que concorde em gênero e número com “tragédias”: as quais.
Conclusão: em que preserva a ideia de lugar exigida pela preposição; as quais retoma “tragédias” como sujeito sem preposição, respeitando concordância.
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