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Questão FC217589

Leia o texto para responder à questão abaixo. Medo de adversidades climáticas tem de ser ressignificado em tempos de ecoansiedade A ecoansiedade é o medo persistente de um colapso

Interpretação de Textos (Compreensão)

VUNESP · 2025

Leia o texto para responder à questão abaixo.

Medo de adversidades climáticas tem de 

ser ressignificado em tempos de ecoansiedade

 

A ecoansiedade é o medo persistente de um colapso ambiental. Isso tem se tornado uma preocupação crescente, principalmente entre crianças e adolescentes. Mudanças climáticas, poluição e perda de biodiversidade estão mais evidentes. A atual juventude tem mais consciência quanto às questões ambientais que assolam o planeta. Entretanto, sentimentos de ansiedade, tristeza e impotência têm acompanhado tal percepção. Nesse cenário, familiares e educadores desempenham um papel fundamental para ajudar crianças e jovens a lidar com esses sentimentos, transformando o medo em ação e esperança.

 

Diferentemente de outros transtornos psiquiátricos, a ecoansiedade ainda não recebeu um diagnóstico clínico oficial. Contudo, seus efeitos são reais e significativos. Um estudo global publicado na revista The Lancet, em 2021, revelou que 59% dos jovens entre 16 e 25 anos estão preocupados com as mudanças climáticas. Muitos ainda relataram dificuldades ao imaginar um futuro cuja perspectiva fosse positiva. Tais sintomas são comumente identificados em países vulneráveis aos impactos ambientais. O Brasil é um dos lugares mais afetados por cataclismos ambientais, devido à ocorrência de enchentes, de queimadas e de secas.

 

Essa alteração no padrão de comportamento de jovens em todo o mundo exige uma abordagem sensível e prática de familiares e educadores. É um compromisso social validar tais problematizações. Muitas vezes, as queixas dessa população são minimizadas com expressões como “não se preocupe” ou “você é muito jovem para pensar nisso”. Tal reação gera frustração, isolando-os ainda mais. A empatia reforça a audiência desses indivíduos e lhes dá uma resposta que reconhece a seriedade das suas sensações. Frases como “entendo o que você está sentindo” ou “vamos pensar juntos em como podemos contribuir para a construção de um mundo melhor” ajudam a construir diálogos e criar vínculos emocionais mais consistentes.

 

(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.02.2025. Adaptado)

 

O texto deixa evidente que as crianças e os jovens

  1. passam a desenvolver a ecoansiedade em razão de expressões como “não se preocupe” ou “você é muito jovem para pensar nisso”, mas raramente são tratados, uma vez que ela ainda não recebeu um diagnóstico clínico oficial.
  2. encontram na ecoansiedade uma forma de enfrentar as dificuldades ao imaginar um futuro cuja perspectiva seja positiva, o que se reforça com a ideia presente em “vamos pensar juntos em como podemos contribuir para a construção de um mundo melhor”.
  3. conseguem enfrentar a ecoansiedade de modo mais eficiente, apesar das evidências das mudanças climáticas, diferentemente do que acontece com as pessoas mais velhas, conforme estudo global publicado na revista The Lancet, em 2021.
  4. têm grandes expectativas em relação ao futuro, o que faz com que a ecoansiedade se dissemine menos entre eles, sobretudo porque ignoram as ideias subjacentes a expressões como “não se preocupe” ou “você é muito jovem para pensar nisso”.
  5. estão vulneráveis aos problemas climáticos, do que decorre um novo transtorno psiquiátrico denominado ecoansiedade, que requer de familiares e educadores momentos de interação que ajudem a construir diálogos e criar vínculos emocionais mais consistentes.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Estão vulneráveis aos problemas climáticos: o texto aponta que crianças e jovens sentem-se ameaçados pelas mudanças ambientais, o que se manifesta em sentimentos persistentes de ansiedade, tristeza e impotência.

Ecoansiedade é apresentada como o medo contínuo de um colapso ambiental; seus efeitos são reais e amplos, afetando a visão de futuro dessa faixa etária (dados citados mostram elevado grau de preocupação).

Desse quadro decorre a necessidade de atuação de familiares e educadores: o texto defende práticas de recepção empática que validem as queixas e evitem o isolamento emocional.

O autor recomenda transformar o medo em ação e esperança por meio de diálogos e da construção de vínculos emocionais mais consistentes, usando escuta ativa e convites à participação conjunta na busca de soluções.

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