Questão FC217622
Para responder à questão, leia o texto em que Alfredo Bosi comenta a prosa de Guimarães Rosa e ilustra com trecho do próprio escritor: Sujeito e objeto opõem-se na aparência, mas n
Interpretação de Textos (Compreensão)
VUNESP · 2025
Para responder à questão, leia o texto em que Alfredo Bosi comenta a prosa de Guimarães Rosa e ilustra com trecho do próprio escritor:
Sujeito e objeto opõem-se na aparência, mas no fundo partilham de algo infinitamente mutável: o devir:
“É e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é… Quase todo mais grave criminoso feroz, sempre é muito bom marido, bom filho, bom pai, e é bom amigo-de-seus-amigos! Sei desses. Só que tem os depois – e Deus, junto. Vi muitas nuvens.
Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.”
(Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)
Como ilustra o texto de Guimarães Rosa, o devir deve ser entendido como
- a segunda intenção subjacente ao comportamento.
- o caráter homogeneizador de todas as pessoas.
- a capacidade humana de transformação.
- o medo da mudança inevitável e constante.
- a equivalência plena entre sujeito e objeto.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Na frase de Bosi e no trecho de Guimarães Rosa, o devir aparece como a ideia de mudança contínua: “é e não é”, “vão sempre mudando”, “não estão sempre iguais”.
Isso indica que o ser humano não é uma entidade fixa, mas um processo em movimento — uma capacidade de transformação. O narrador valoriza essa dinâmica como algo importante e belo, mostrando que caráter e papéis podem alterar-se ao longo do tempo.
Em termos conceituais, devir não descreve um estado final, mas a mutabilidade das pessoas e das relações; sujeito e objeto partilham esse fluxo. Logo, a alternativa correta expressa justamente essa noção de constante transformação humana.
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