Questão FC217631
Leia o poema para responder às questões de números 09 a 12. Hino à Razão Razão, irmã do Amor e da Justiça, Mais uma vez escuta a minha prece. É a voz dum coração que te apetece, Du
Interpretação de Textos (Compreensão)
VUNESP · 2024
Leia o poema para responder às questões de números 09 a 12.
Hino à Razão
Razão, irmã do Amor e da Justiça,
Mais uma vez escuta a minha prece.
É a voz dum coração que te apetece,
Duma alma livre, só a ti submissa.
Por ti é que a poeira movediça
De astros e sóis e mundos permanece;
E é por ti que a virtude prevalece,
E a flor do heroísmo medra e viça.
Por ti, na arena trágica, as nações
Buscam a liberdade, entre clarões;
E os que olham o futuro e cismam, mudos,
Por ti, podem sofrer e não se abatem,
Mãe de filhos robustos, que combatem
Tendo o teu nome escrito em seus escudos!
(Antero de Quental. Em: Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa Através Dos Textos. 2012)
A leitura do poema permite concluir corretamente que
- a alma livre prescinde da Razão no seu dia a dia.
- a Razão é um atributo que dispensa os demais.
- a Razão só se impõe se houver combates físicos.
- a maioria das nações desonra virtudes como a Razão.
- a liberdade das nações fundamenta-se na Razão.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
O verso "Por ti, na arena trágica, as nações / Buscam a liberdade, entre clarões;" indica que o pronome "Por ti" remete à Razão, destinatária do poema.
Logo, a liberdade das nações é apresentada como buscada em razão de — ou seja, motivada e justificada pela Razão.
O poeta atribui à Razão função causadora de virtude e coragem, conferindo-lhe centralidade moral e política na ação coletiva.
A repetição de "Por ti" ao longo do poema reforça essa ideia de causalidade: a Razão é a base que legitima e sustenta a busca pela liberdade.
Portanto, a leitura dos versos autoriza concluir que a liberdade das nações fundamenta-se na Razão.
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