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Questão FC217895

Para responder à questão Pão de queijo: minha confissão Nossa história de amor é longa. Desde pequena já era apaixonada por ele. Quando ia para a casa da minha avó, em Minas, ela m

Interpretação de Textos (Compreensão)

VUNESP · 2024

Para responder à questão

   

Pão de queijo: minha confissão

 

Nossa história de amor é longa. Desde pequena já era apaixonada por ele. Quando ia para a casa da minha avó, em Minas, ela me dizia “ele já está te esperando”, eu entrava na cozinha e lá estava ele, quentinho, na cesta. Ele, o pão de queijo. Meu amor.

 

No começo era uma loucura. Não me contentava apenas com um – mas, como em tudo nesta vida, aprendi que mesmo a paixão precisa ter uma dose, um limite. E que ter tudo sempre, em excesso, não é saudável. A verdade é que o pão de queijo nunca me abandonou. Tivemos nossas brigas, nossos momentos separados, mas eu descobri que não vivo sem ele. Se tem uma coisa à qual sou fiel é ao pão de queijo. Morro de saudades dele em viagens. “Cadê meu amor?”, penso. Porque, convenhamos, ele é insubstituível.

 

O que se iguala a um pão de queijo? Nada. Ele é único, perfeito. Em nenhum lugar do mundo existe um quitute parecido. Para um lanche da tarde, há algo melhor do que um pão de queijo? E para a ressaca? Café de trabalho com quem você não tem intimidade, café da manhã com quem você tem muita intimidade... Ele é para todos os momentos. Vai receber amigos em uma tarde de sábado, com risadas? Pãozinho de queijo. Quer chorar numa doceria depois de um trânsito horroroso? Pão de queijo. Vai assistir ao jogo de futebol com amigos? Fornada pronta e quentinha.

 

Ele até pode parecer fácil, afinal, está em todos os cantos. Das padocas mais pé sujo, passando pelos cafés de livrarias, chegando às “boulangeries boutiques” e até... em postos de gasolina. No entanto, vocês sabem. Amores sem contradições não existem. Há pães de queijo e pães de queijo. E, como em todo romance, existem altos e baixos. Às vezes, a gente enjoa dele, se irrita. Alguns são muito gordurosos, massudos. Outros não têm a dose certinha de polvilho. Não é algo fácil de fazer. Mas não adianta. É amor. Eu não consigo viver sem ele. Por isso, encerro esta crônica com um cartaz que vi uma vez, numa cidadezinha mineira. Confesso que fiquei com ciúme, mas entendi perfeitamente o que ele quis dizer.

 

“Temos pão de queijo

Tão bão, mas tão bão,

Que dá até dó de vendê.”

 

(Marilia Neustein. Disponível em: www.estadao.com.br. Acesso em 22.3.2024. Adaptado)

 

Em relação ao pão de queijo, a autora declara que

  1. a avó lhe ensinara que comer muito poderia fazer mal.
  2. sempre aconteciam brigas entre amigos por causa dele.
  3. sua paixão por ele começou bem cedo, na casa de sua avó.
  4. é confortante comer alguns deles quentinhos no trânsito.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa correta indica que a paixão da autora pela pão de queijo começou na infância, na casa da avó. Isso fica claro no próprio texto quando ela afirma: “Desde pequena já era apaixonada por ele” e lembra que, ao visitar a avó, ouviu: “ele já está te esperando”.

Essas frases são evidências diretas: “desde pequena” fixa o início precoce do sentimento, enquanto a referência à casa da minha avó situa essa origem num contexto familiar e repetido, mostrando que o pão de queijo fazia parte das lembranças afetivas desde cedo.

Portanto, a leitura literal e contextual do trecho confirma que a paixão começou bem cedo, na casa da avó, justificando a alternativa C.

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