FC ConcursosFC Concursos

Questão FC217896

Para responder à questão Pão de queijo: minha confissão Nossa história de amor é longa. Desde pequena já era apaixonada por ele. Quando ia para a casa da minha avó, em Minas, ela m

Interpretação de Textos (Compreensão)

VUNESP · 2024

Para responder à questão

 

Pão de queijo: minha confissão

 

Nossa história de amor é longa. Desde pequena já era apaixonada por ele. Quando ia para a casa da minha avó, em Minas, ela me dizia “ele já está te esperando”, eu entrava na cozinha e lá estava ele, quentinho, na cesta. Ele, o pão de queijo. Meu amor.

 

No começo era uma loucura. Não me contentava apenas com um – mas, como em tudo nesta vida, aprendi que mesmo a paixão precisa ter uma dose, um limite. E que ter tudo sempre, em excesso, não é saudável. A verdade é que o pão de queijo nunca me abandonou. Tivemos nossas brigas, nossos momentos separados, mas eu descobri que não vivo sem ele. Se tem uma coisa à qual sou fiel é ao pão de queijo. Morro de saudades dele em viagens. “Cadê meu amor?”, penso. Porque, convenhamos, ele é insubstituível.

 

O que se iguala a um pão de queijo? Nada. Ele é único, perfeito. Em nenhum lugar do mundo existe um quitute parecido. Para um lanche da tarde, há algo melhor do que um pão de queijo? E para a ressaca? Café de trabalho com quem você não tem intimidade, café da manhã com quem você tem muita intimidade... Ele é para todos os momentos. Vai receber amigos em uma tarde de sábado, com risadas? Pãozinho de queijo. Quer chorar numa doceria depois de um trânsito horroroso? Pão de queijo. Vai assistir ao jogo de futebol com amigos? Fornada pronta e quentinha.

 

Ele até pode parecer fácil, afinal, está em todos os cantos. Das padocas mais pé sujo, passando pelos cafés de livrarias, chegando às “boulangeries boutiques” e até... em postos de gasolina. No entanto, vocês sabem. Amores sem contradições não existem. Há pães de queijo e pães de queijo. E, como em todo romance, existem altos e baixos. Às vezes, a gente enjoa dele, se irrita. Alguns são muito gordurosos, massudos. Outros não têm a dose certinha de polvilho. Não é algo fácil de fazer. Mas não adianta. É amor. Eu não consigo viver sem ele. Por isso, encerro esta crônica com um cartaz que vi uma vez, numa cidadezinha mineira. Confesso que fiquei com ciúme, mas entendi perfeitamente o que ele quis dizer.

 

“Temos pão de queijo

Tão bão, mas tão bão,

Que dá até dó de vendê.”

 

(Marilia Neustein. Disponível em: www.estadao.com.br. Acesso em 22.3.2024. Adaptado)

 

No texto, a autora confessa que gosta tanto de pão de queijo que

  1. chegou a exagerar no consumo.
  2. está preocupada em balancear a dieta.
  3. não consegue comer outro tipo de pão.
  4. leva alguns na mochila quando viaja.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa correta indica que a autora chegou a exagerar no consumo de pão de queijo, e isso está claramente expresso no texto por meio de descrições de intensidade e excesso.

Logo no início ela diz “No começo era uma loucura. Não me contentava apenas com um –”, frase que revela comportamento compulsivo e repetido. Em seguida, reconhece a necessidade de moderação: “aprendi que mesmo a paixão precisa ter uma dose, um limite”, admitindo que antes não havia esse controle.

Dessa forma, o enunciado chegou a exagerar é inferido pela combinação da confissão de excesso e do posterior aprendizado sobre limites, ou seja, a narradora admite ter passado do ponto em seu consumo.

Portanto, a interpretação literal e contextual do texto confirma a alternativa apresentada.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo