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Questão FC218038

Os dilemas da China A população da China encolheu em 2023, pelo segundo ano consecutivo, e está em franco processo de envelhecimento, segundo dados oficiais de Pequim. A redução, e

Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.

VUNESP · 2024

Os dilemas da China

 

A população da China encolheu em 2023, pelo segundo ano consecutivo, e está em franco processo de envelhecimento, segundo dados oficiais de Pequim. A redução, em apenas um ano, de 2 milhões de habitantes, o equivalente a todos os moradores de Manaus (AM), pode parecer efêmera diante do contingente total de 1,4 bilhão de chineses – o segundo maior dentre todos os países. Mas, ao contrário, o dado dispara mais um alarme para a economia mundial.

 

O cenário preocupante na China tende a puxar para baixo as previsões de desempenho da economia global nesta e nas próximas décadas. Terá repercussão, em particular, para o Brasil. Os resultados positivos na balança comercial e parte significativa do Produto Interno Bruto (PIB) tornaram-se dependentes da demanda chinesa nos últimos anos e assim podem se manter.

 

O crescimento econômico da China de 5,2% em 2023, pouco acima da estimativa de Pequim, não chega a trazer conforto. Escamoteia o fato de ter sido calculado sobre a base fraca do ano anterior e, certamente, traz ajustes nada transparentes para adequar-se às expectativas do mercado – uma prática comum em tempos bicudos. Fato é que a crise do setor imobiliário, uma das principais alavancas da atividade chinesa, e os efeitos da pandemia de covid-19 sobre a atividade não foram ainda contornados.

 

Pequim certamente tem ciência de seus desafios. Mas insiste no estímulo ao crescimento da natalidade, como se fosse uma panaceia. Desconsidera o contexto de elevado custo de vida para sua crescente população urbana neste período pós-pandemia. O fim da opressiva política de “um só filho”, mantida a ferro e fogo pelo governo chinês por 35 anos, não trouxe os resultados esperados nos últimos oito anos.

 

(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 21.01.2024. Adaptado)

 

A passagem do 4º parágrafo – Pequim certamente tem ciência de seus desafios. Mas insiste no estímulo ao crescimento da natalidade... – está reescrita de acordo com a norma-padrão e com o sentido do texto em:

  1. Pequim certamente tem ciência das dificuldades que está exposta. Insiste, pois, no estímulo ao crescimento da natalidade...
  2. Pequim certamente tem ciência das dificuldades de que está exposta. Tanto que insiste no estímulo ao crescimento da natalidade...
  3. Pequim certamente tem ciência das dificuldades a que está exposta. Todavia insiste no estímulo ao crescimento da natalidade...
  4. Pequim certamente tem ciência das dificuldades com que está exposta. E insiste no estímulo ao crescimento da natalidade...
  5. Pequim certamente tem ciência das dificuldades em que está exposta. No entanto, insiste no estímulo ao crescimento da natalidade...
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A frase Pequim certamente tem ciência das dificuldades a que está exposta. Todavia insiste no estímulo ao crescimento da natalidade... preserva a norma-padrão por duas razões essenciais.

Primeiro, o adjetivo exposta rege a preposição "a"; por isso é obrigatório colocá‑la antes do pronome relativo "que" ("a que"), formando a oração subordinada adjetiva correta que retoma dificuldades.

Segundo, o conectivo Todavia mantém a relação de oposição expressa pelo original ("Mas"), preservando o sentido adversativo entre as orações sem alterar a ideia do texto.

Assim, a alternativa C atende simultaneamente à regência nominal e à coerência conjuntiva, razão pela qual é a reescritura adequada.

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