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Questão FC218047

Funk: expressão cultural, preconceitos e as várias faces da sociedade brasileira Se o samba, há décadas, é vendido como símbolo da identidade nacional brasileira, nem sempre foi as

Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.

VUNESP · 2024

Funk: expressão cultural, preconceitos e as várias faces da sociedade brasileira

 

Se o samba, há décadas, é vendido como símbolo da identidade nacional brasileira, nem sempre foi assim. No começo do século 20, sambistas, oriundos das camadas populares e negras da população, eram marginalizados ao ponto de serem presos, acusados de vadiagem, uma contravenção penal. Gêneros musicais que antecederam o samba, também fortemente associados aos negros, como o lundu, o maxixe e o jongo, eram acusados de terem coreografias e letras indecentes. Foi apenas na Era Vargas, entre 1930 e 1945, que o Estado passou a valorizar manifestações culturais populares como o samba, mas, ao mesmo tempo, tentando domesticá-las para adaptá-las às ideologias oficiais do governo: o nacionalismo, o trabalhismo e a democracia racial.

 

É nesse quadro que o repúdio de tanta gente ao funk deve ser compreendido. Muitas das acusações sofridas pelo funk estão presentes em outros gêneros musicais associados a um público bem específico: jovens, negros, pobres, moradores de favelas e periferias. Assim como o pagode baiano e o tecnobrega, o funk é acusado de fazer apologia ao crime, às drogas e ao sexo. E como o sertanejo, o forró eletrônico e o pagode romântico, o funk, muitas vezes, é taxado de “música pobre”. Os critérios que fazem um gênero musical ser considerado “pobre”, no entanto, variam de acordo com os diferentes valores dos diferentes grupos sociais.

 

Uma música que valoriza mais o ritmo, a batida e a dança do que a letra e a harmonia pode ser a mais “rica” para se animar um baile, por exemplo. Já o funk ostentação, com letras que fazem apologia a marcas de luxo, apesar de ser acusado de alienado, questiona distinções sociais por meio do consumo e não deixa de expressar uma demanda de jovens pobres e periféricos por reconhecimento e visibilidade.

(Danilo Cymrot. Revista E. Abril de 2024. Adaptado)

 

Considere o trecho a seguir.

 

Já o funk ostentação, com letras que fazem apologia a marcas de luxo, apesar de ser acusado de alienado, questiona distinções sociais por meio do consumo...

 

As expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, sem alteração do sentido original, por:

  1. embora seja ... perante ao
  2. embora seja ... mediante o
  3. ainda que seje ... através do
  4. por mais que seje ... em razão do
  5. mesmo que seja ... diante do
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Gabarito

B

Comentário do professor

Já o funk ostentação, com letras que fazem apologia a marcas de luxo, embora seja acusado de alienado, questiona distinções sociais mediante o consumo.

embora seja mantém a mesma função concessiva de apesar de ser. A conjunção embora exige verbo no modo subjuntivo, daí o uso de seja, que recupera a oração reduzida de infinitivo ("ser acusado") e preserva a ideia de contraste entre a acusação e a ação de questionar.

mediante o equivale a por meio do e indica o instrumento pelo qual algo ocorre. Mediante é preposição que admite o artigo definido antes do substantivo ("o consumo"), mantendo a noção de que o consumo é o meio empregue para questionar distinções sociais.

Ambas as substituições preservam sentido e correção gramatical da frase original.

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