Questão FC218199
Diante desse quadro, podemos ver a invasão da Ucrânia como uma manifestação tardia de um estilo de colonialismo que, por completo, o Ocidente já abandonou. Quando pensamos em tribo
Questões sem classificação de assunto (Língua Portuguesa (Português))
VUNESP · 2025
Leia o texto para responder a questão seguinte:
A Rússia na contramão da História
No atual século, praticamente não há países que não sejam – com ou sem competência – governados por suas próprias gentes. E, após as guerras, é esperado que se retirem os exércitos invasores. Foi o caso do Japão e da Alemanha. Encerrou-se o ciclo, com cerca de 200 nações independentes. O que restou foram as travessuras imperialistas, mas sem ocupação territorial permanente.
Porém há um país que anda na contramão da História. Como o resto da Europa, a Rússia expandiu as suas fronteiras. Iam do Alasca até o Báltico e o Mar Negro. Após a Segunda Guerra, foram anexados os países do Leste Europeu. Depois que os europeus voltaram para casa, a Rússia continuou tomando a casa dos outros, ignorando o espírito dos novos tempos.
Diante desse quadro, podemos ver a invasão da Ucrânia como uma manifestação tardia de um estilo de colonialismo que, por completo, o Ocidente já abandonou. Quando pensamos em tribos isoladas que ainda praticariam a escravidão, caberia um relativismo nos nossos julgamentos? Podemos condená-las? Não deveríamos também aceitar a Rússia, com seus valores, apesar de desalinhados com o presente?
Não! Vivemos sob princípios disseminados em todas as sociedades modernas. Somos herdeiros do iluminismo, incluindo a concepção de formas de governança, de direitos e de valores cívicos. Queremos acreditar que essa foi uma conquista irreversível.
Sendo assim, não há espaço para quaisquer transigências. A Rússia é um país que brilhou na literatura, na música, nas artes visuais, nas ciências e nas tecnologias militares. Teve ampla exposição às tradições da civilização ocidental. Não há por que perdoá-la pelo atraso na sua cultura política. É inaceitável que as suas lideranças ignorem essa herança e proclamem uma visão obsoleta de dominação colonial.
(Cláudio de Moura Castro. https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.04.2025. Adaptado)
A concordância verbal está de acordo com a norma-padrão em:
- Os países opõem-se às formas de governo que ignoram a herança do Iluminismo e que admitem uma visão obsoleta de dominação colonial.
- Após a Segunda Guerra, anexou-se à Rússia os países do Leste Europeu. E ela não parou de tomar a casa dos outros, ignorando o espírito dos novos tempos.
- No atual século, surgiu cerca de 200 nações independentes, e praticamente não existe países do planeta que não sejam governados por suas próprias gentes.
- As sociedades modernas contém conhecimentos de formas de governança, de direitos e de valores cívicos, e quer-se acreditar que foi uma conquista irreversível.
- A literatura, a música, as artes visuais, as ciências e as tecnologias militares não constitui motivos para perdoar o atraso na cultura política russa.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Sujeito: o verbo "opõem-se" concorda com o sujeito plural "Os países". A forma reflexiva mantém a concordância: países (3.ª pessoa do plural) → opõem-se.
Objeto e preposição: "às formas de governo" é objeto indireto introduzido por "a" + artigo "as" = "às", correto e compatível com o verbo exigir preposição.
Orações subordinadas: os pronomes relativos "que" retomam "formas de governo" (substantivo plural). Por isso os verbos das orações relativas aparecem no plural: "ignoram" e "admitem".
Resumo: há concordância nominal e verbal regular — sujeito plural com verbo plural e antecedente plural com verbos plural nas relativas — tornando a alternativa normativamente correta.
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