Questão FC218256
A anáfora associativa introduz um referente novo no texto, por meio da exploração de relações meronímicas, ou seja, todas aquelas em que um dos elementos da relação pode ser consid
Questões sem classificação de assunto (Língua Portuguesa (Português))
VUNESP · 2025
A anáfora associativa introduz um referente novo no texto, por meio da exploração de relações meronímicas, ou seja, todas aquelas em que um dos elementos da relação pode ser considerado, de alguma forma, ingrediente do outro.
(KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011)
A definição apresentada pelas autoras é corretamente exemplificada com o trecho:
- A fazenda estava abandonada. Dava pena ver o pasto e as lavouras dominadas pelo mato, a porteira derrubada e o velho casarão em ruínas. Nada lembrava a fartura e a riqueza dos bons tempos.
- As vacas criativas da “CowParade” estão chegando e vão tomar conta da cidade. Foram feitas em tamanho natural, mas, diferentemente de suas amigas vivas, têm “manchas” inusitadas pelo corpo.
- Abro uma antiga mala de velharias e lá encontro minha máscara de esgrima. Emocionante o momento em que púnhamos a máscara – tela tão fina – e nos enfrentávamos mascarados, sem feições.
- Em uma manhã ensolarada, Heitor encontrou uma linda cachorrinha, e deu a ela o nome de Blanche. Todos os dias, perto da hora do almoço, Blanche ficava junto ao portão, esperando-o chegar.
- Magda, desta parte quem cuida é o suporte técnico da empresa. Por favor, mande uma mensagem para eles, apresentando, com clareza, sua dúvida que prontamente ela será atendida.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A frase "Nada lembrava a fartura e a riqueza dos bons tempos" ilustra a anáfora associativa porque apresenta um referente novo — a ideia de fartura — que não foi mencionada antes, mas é sugerida pelos elementos anteriores do texto.
Os itens citados antes (pasto, lavouras dominadas pelo mato, porteira derrubada, casarão em ruínas) são partes ou sinais do conjunto que remete à riqueza. Essa dependência entre parte e todo é uma relação meronímica.
Assim, o enunciado final não retoma algo já nomeado, mas cria um novo referente a partir da leitura das partes: é um exemplo clássico de anáfora que funciona por associação meronímica.
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