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Questão FC228201

Os processos participativos na gestão pública brasileira, por meio de conselhos de gestão, orçamento participativo e parceria entre governo e sociedade, são alternativas que tendem

Políticas Públicas e Programas Governamentais

VUNESP · 2022

Os processos participativos na gestão pública brasileira, por meio de conselhos de gestão, orçamento participativo e parceria entre governo e sociedade, são alternativas que tendem a ampliar a legitimidade, podem possibilitar uma gestão mais próxima da realidade local e elevam as possibilidades de controle e transparência. Contudo, há limites e críticas, tais como

  1. assimetria da informação presente nos diversos fóruns, abundância de recursos materiais e tecnológicos e prática democrática e participativa de longa data em âmbito local.
  2. falta de recursos humanos, técnicos e financeiros, práticas sofisticadas de escuta aos diferentes atores e ampla diversidade de recursos tecnológicos, cultura local e riqueza demográfica.
  3. ausência de regras, normas e procedimentos para os conselhos, incipiente processo de acompanhamento das deliberações e controle social elevado, que tende a dificultar avanços políticos e sociais.
  4. desconfiança quanto à legitimidade dos participantes e, em geral, fóruns participativos sem equacionar as desigualdades deliberativas inerentes aos diferentes atores locais.
  5. em sua maioria, atores sociais insensíveis às demandas locais, ambiente democrático avançado e gestão pública patrimonialista em vigor na administração pública local.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa aponta duas críticas centrais: a desconfiança sobre a legitimidade de quem participa e a existência, nos fóruns participativos, de desigualdades deliberativas entre os atores locais.

Essa desconfiança surge quando a representação é seletiva — participação concentrada em grupos organizados, com maior tempo, renda ou conexão política — o que fragiliza a aceitação social das decisões tomadas.

As desigualdades deliberativas referem‑se a diferenças de informação, capacidade argumentativa, recursos e acesso, que fazem com que vozes menos favorecidas sejam negligenciadas ou dominadas.

Sem mecanismos institucionais de correção (capacitação, facilitação, critérios de representação e suporte material), a participação pode ser simbólica e reproduzir assimetrias de poder, reduzindo eficácia e justiça das políticas públicas.

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