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Questão FC242154

Carta aos meus filhos adolescentes Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre de plantão, para o que der e vier. Do mesmo

Ortografia

CESGRANRIO · 2018

Carta aos meus filhos adolescentes

 

Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.

 

É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em nossos olhares.

 

Mas não durará a vida inteira, posso garantir.

 

Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o chato daqui por diante.

 

Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecionei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por um longo tempo.

 

A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.

 

Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamento. Passarei essa vergonha.

 

Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem. As confissões não acontecerão espontaneamente.

 

“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.

 

Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.

 

Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.

 

Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informação que digo, vão checar no Google.

 

Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.

 

CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018. Adaptado.

 

 

A frase em que as palavras em destaque estão corretamente grafadas é:

  1. A conversa franca sempre trás bons resultados na resolução de conflitos familiares.
  2. Os pais devem proteger os filhos, senão podem ser responsabilizados legalmente.
  3. Meu filho, ao longo da adolescência, sempre deixava a toalha molhada encima da cama.
  4. Devemos educar nossos filhos afim de que possam se tornar boas pessoas na vida adulta.
  5. Os filhos sempre perguntam porquê não podem ir aonde quiserem sem o consentimento dos pais.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A forma responsabilizados é a grafia correta porque derivada do verbo responsabilizar (radical + sufixo -izar) seguida do particípio regular em -ado.

No trecho, aparece a construção passiva composta "podem ser responsabilizados", formada pelo verbo auxiliar ser + particípio. Nesse tipo de estrutura, o particípio concorda em gênero e número com o sujeito da oração — aqui, "os pais", masculino plural, justificando o plural "responsabilizados".

Sem alterações ortográficas ou acentuações especiais, a palavra mantém-se simples e significa ser coletivamente responsabilizado — neste contexto, no plano legal.

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