Questão FC242380
Texto II O Brasil na memória A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um retorno, um trajeto por lugares, um tempo
Semântica
CESGRANRIO · 2018
Texto II
O Brasil na memória
A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um retorno, um trajeto por lugares, um tempo de duração. Há situações iniciais e finais, outras intermediárias, numa dimensão linear, e há atores, um dos quais o viajante, que serve de fio condutor entre pessoas, acontecimentos, locais e deslocamentos. Supõe uma subjetividade que se abre ao desconhecido, a perda de referências familiares, o abandono do mesmo pelo diferente, o encontro com o outro e o reencontro consigo mesmo. Em contrapartida, a narrativa de viagem depende em primeiro lugar da memória e de anotações. Seleciona experiências, precisa estabelecer um projeto de narração, não necessariamente cronológico ou causal, torna-se, mesmo sem intenção, um testemunho. E é orientada por perspectivas do narrador-viajante, que incluem seu estilo de vida, sua mentalidade, assim como sua visão de mundo e sua posição de sujeito, ou seja, o local cultural de onde fala.
BORDINI, Maria da Glória. In: Descobrindo o Brasil. Rio de Janeiro:
EdUERJ, 2011, p. 353.
No trecho do Texto II “é orientada por perspectivas do narrador-viajante”, a palavra perspectivas, nesse contexto, poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por
- ambições
- expectativas
- aspirações
- profundidades
- pontos de vista
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A expressão "pontos de vista" reproduz, sem prejuízo de sentido, a noção de perspectivas presente no trecho: ambas indicam as diferentes maneiras de perceber ou interpretar experiências.
No contexto da narrativa de viagem, as “perspectivas do narrador‑viajante” são justamente os ângulos pessoais — seu lugar cultural, mentalidade e estilo de vida — a partir dos quais ele observa e seleciona acontecimentos; isso equivale a distintos pontos de vista.
Substituir “perspectivas” por “pontos de vista” mantém a concordância e preserva o sentido de pluralidade de olhares, sem alterar a função discursiva da expressão.
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