Questão FC242404
Texto A função da arte Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas alta
Semântica
CESGRANRIO · 2016
Texto
A função da arte
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar!
GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2002. p.12.
No trecho do Texto “O pai, Santiago Kovadloff, levou-o, para que descobrisse o mar.”, caso fosse indeterminado o sujeito da primeira oração, tal procedimento
- ressaltaria a importância do pai para a descoberta do menino.
- acarretaria uma ambiguidade em relação à ação de levar.
- camuflaria o agente transformador do olhar do menino.
- desmitificaria a ideia de que a arte é inútil.
- criaria uma ambiência de terror na narrativa.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Ao indeterminar o sujeito na oração “O pai, Santiago Kovadloff, levou-o, para que descobrisse o mar.”, suprime‑se o termo que nomeia quem pratica a ação e procede‑se à flexão do verbo na 3.ª pessoa do plural.
Gramaticalmente, a transformação seria: Levaram‑no para que descobrisse o mar. Nesse processo o elemento que identifica o agente desaparece.
Semanticamente, essa operação camuflaria o responsável pela ação: ou seja, impossibilitaria reconhecer o pai como o agente transformador do olhar do menino, ocultando sua participação decisiva na descoberta.
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