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Questão FC242503

Texto II Quando eu for bem velhinho — continuação 1 Era um menino quando meu coração gravou essa música. Hoje, neste carnaval que acabou de passar pela minha calçada, eu, velhinho,

Regência

CESGRANRIO · 2016

Texto II


Quando eu for bem velhinho — continuação 1


Era um menino quando meu coração gravou essa música. Hoje, neste carnaval que acabou de passar pela minha calçada, eu, velhinho, apenas vi o bloco passar. Algo me diz que cada um de nós pertence a muitos blocos. Uns nos são impostos; outros, como os de carnaval, são escolhidos. Dirse- ia que os blocos impostos são opressivos e obrigatórios — como a casa, os irmãos, a escola e até mesmo o país, a etnia e o gênero; ao passo que os escolhidos, como o bloco de carnaval figurado nesta música, são marcados por liberdade. Há uma verdade nisso, mas há também a ilusão que o carnaval brasileiro representa muito bem. É que o escolhido e o obrigatório também se confundem, pois muito do que é “escolhido” é determinado por um “obrigatório” vivido com mais ou menos intensidade. Há quem transforme escolha em obrigação e quem faça o justo oposto, diz o meu lado cinzento como esta quarta-feira, outrora santificada — hoje parte de um longo e fantasioso feriado.


DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado.

 

 

A combinação coerente entre o pronome relativo e a preposição em destaque está de acordo com a norma- padrão em:

  1. O autor mostra a alegria a que tem direito todo folião carioca.
  2. No carnaval em que o autor comentou, ele só viu o bloco passar.
  3. A música do passado pelo qual o bloco ele viu na calçada não era conhecida.
  4. O bloco passou pela calçada por cuja janela o autor estava gostando.
  5. O carnaval acabou de passar pela janela com que o autor olhava o bloco.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa A está correta.


O pronome que retoma o substantivo alegria (antecedente) e liga-o à oração subordinada que segue.

O substantivo direito exige a preposição a quando se diz "direito a algo". Por isso a preposição deve aparecer antes do pronome relativo: "a que".

Assim, a construção "a alegria a que tem direito todo folião carioca" equivale, em sentido natural, a "Todo folião carioca tem direito à alegria", preservando a normatividade da regência e a coesão entre antecedente e oração relativa.

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