Questão FC242552
Texto Do fogo às lâmpadas de LED Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso olho. Esse órgão nos permite enxergar formas e cores d
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CESGRANRIO · 2016
Texto
Do fogo às lâmpadas de LED
Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso olho. Esse órgão nos permite enxergar formas e cores de maneira ímpar. O que denominamos luz no cotidiano é, de fato, uma onda eletromagnética que não é muito diferente, por exemplo, das ondas de rádio ou micro-ondas, usadas em comunicação via celular, ou dos raios X, empregados em exames médicos.
Para que pudesse enxergar seu caminho à noite, o homem buscou o desenvolvimento de fontes de iluminação artificial. Os primeiros humanos recolhiam restos de queimadas naturais, mantendo as chamas em fogueiras. Posteriormente, descobriu-se que o fogo poderia ser produzido ao se atritarem pedras ou madeiras, dando o primeiro passo rumo à tecnologia de iluminação artificial.
A necessidade de transporte e manutenção do fogo levou ao desenvolvimento de dispositivos de iluminação mais compactos e de maior durabilidade. Assim, há cerca de 50 mil anos, surgiram as primeiras lâmpadas a óleo, feitas a partir de rochas e conchas, tendo, como pavio, fibras vegetais que queimavam em óleo animal ou vegetal. Mais tarde, a eficiência desses dispositivos foi aumentada, com o uso de óleo de tecidos gordurosos de animais marinhos, como baleias e focas.
As lâmpadas a óleo não eram adequadas para que áreas maiores (ruas, praças etc.) fossem iluminadas, o que motivou o surgimento das lâmpadas a gás obtido por meio da destilação do carvão mineral. Esse gás poderia ser transportado por tubulações ao local de consumo e inflamado para produzir luz.
O domínio da tecnologia de geração de energia elétrica e o entendimento de efeitos associados à passagem de corrente elétrica em materiais viabilizaram o desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação: lâmpadas incandescentes, com filamentos de bambu carbonizado, que garantem durabilidade de cerca de 1,2 mil horas à sua lâmpada; e as lâmpadas halógenas, com maior vida útil e luz com maior intensidade e mais parecida com a luz solar.
AZEVEDO, E. R.; NUNES, L. A. O. Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje. n. 327, julho 2015, p. 38-40. Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2015/327/ do-fogo-as-lampadas-led>. Acesso em: 4 ago. 2015. Adaptado.
O sinal indicativo da crase é obrigatório, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, na palavra destacada em:
- A substituição de computadores por outro tipo de aparelho tem provocado a queda no número de lojas de equipamentos de informática.
- As empresas especializadas em informática começaram a criticar o uso excessivo dos telefones celulares.
- A transformação da iluminação artificial deve-se a dedicação de nossos antepassados para encontrar solução para enxergar durante a noite.
- Os grandes magazines vendem aparelhos eletrônicos modernos e econômicos a preço de custo e em muitas parcelas.
- O uso de novas tecnologias na iluminação artificial possibilita a redução do consumo de energia elétrica e um melhor desempenho.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A frase correta exige o uso de crase em à dedicação. Isso ocorre porque o verbo deve-se (no sentido de “ser devido a”) exige preposição a para ligar-se ao complemento: trata‑se de um objeto indireto.
Como o substantivo dedicação é feminino e admite artigo definido a, há a combinação da preposição com o artigo: \(a + a = à\). Logo, escreve‑se à dedicação com crase obrigatória.
Um teste rápido: substitua por um substantivo masculino (por exemplo, empenho) — percebe‑se a necessidade de ao (deve‑se ao empenho), confirmando que a preposição é exigida e, no caso feminino, contrai‑se com o artigo, justificando a crase.
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